Moradores de diversas ruas do Bairro Aeroporto, em Aracaju, Sergipe, manifestaram sua indignação com a Iguá Sergipe, concessionária responsável pelo serviço de esgotamento sanitário na região. A empresa está sendo acusada de cobrar indevidamente a tarifa de esgoto em áreas onde o sistema de coleta e tratamento não está em funcionamento, gerando revolta e indignação na comunidade.
A denúncia, formalizada junto à Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Estado de Sergipe (MPSE) e à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese), expõe a frustração dos moradores que se sentem lesados pela cobrança de um serviço que não é prestado. Segundo relatos, a cobrança da tarifa de esgoto começou a ser включена nas faturas de água com vencimento em setembro de 2025, surpreendendo os residentes das ruas Alexsandro Moto Prado, Rua H, Rua E, Rua Manoel Mota, Rua Maria Auréa Tourinho, Rua Lourendo Morais de Almeida, Rua B, Rua G do Loteamento Santa Tereza.
Um dos moradores, que preferiu não se identificar, relatou ter entrado em contato com a Iguá Sergipe para reclamar da cobrança indevida e solicitar uma vistoria no local. Apesar do registro da reclamação sob o protocolo 42152593, a empresa não compareceu para verificar a situação, o que motivou a denúncia aos órgãos competentes. “É um absurdo pagar por um serviço que não temos. A DESO já tentou fazer isso antes e não conseguiu porque o sistema não funciona”, desabafou o morador.
As fotos anexadas à denúncia evidenciam a ausência de ligação dos esgotos das residências à rede coletora, além do acúmulo de líquidos suspeitos nas tubulações das ruas afetadas. A situação se agrava na Avenida Fábio José Cardoso Ramos, onde o sistema de esgoto, que deveria receber os efluentes das residências, apresenta sinais de transbordamento, mesmo sem as devidas conexões.
Diante da gravidade da situação, os moradores exigem uma solução imediata por parte da Iguá Sergipe, com a suspensão da cobrança indevida e a implementação efetiva do sistema de coleta e tratamento de esgoto nas ruas afetadas. A promotoria e a Agrese devem apurar as denúncias e tomar as medidas cabíveis para garantir os direitos dos consumidores e a prestação de serviços de qualidade pela concessionária.
Fonte: http://infonet.com.br










