Movimentações no Senado e na Câmara em meio ao julgamento de Bolsonaro
Os presidentes do Senado e da Câmara demonstram resistência ao projeto de anistia em meio ao julgamento de Bolsonaro.
Na semana decisiva do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, deram sinais de que freiam o projeto de anistia aos condenados pela suposta tentativa de golpe de Estado. Os chefes do Legislativo indicaram que qualquer situação, nesse sentido, acontecerá somente após a análise do caso na Suprema Corte.
Decisões na Câmara e no Senado
Na Câmara, os líderes conversaram e decidiram não mexer no assunto, por enquanto. Ficou decidido que a proposta seria tratada na próxima semana, com sinalização de que uma ala do Centrão não apoia a anistia “ampla, geral e irrestrita”, como deseja o Partido Liberal de Bolsonaro. Uma versão alternativa do texto, que não beneficie o ex-presidente, parece ter mais chances de aprovação.
Sinais de resistência
Alcolumbre avisou a interlocutores que não vai pautar nada enquanto houver “gritaria” pelo assunto. Ele sinalizou que poderia elaborar um texto de anistia light, mas isso não deve avançar em meio ao tumulto político do julgamento de Bolsonaro no STF. Aliados interpretam que o presidente do Senado teme fazer concessões e perder o controle da Casa, como ocorreu com Motta na Câmara.
Implicações políticas
O clima no Congresso é de cautela, e os presidentes tentam equilibrar as pressões de seus partidos e a situação delicada que envolve o julgamento no STF. A divisão nas opiniões sobre a anistia reflete a complexidade dos interesses políticos em jogo, especialmente com as repercussões do caso Bolsonaro.










