Meta lança Muse após pressão interna para não perder competitividade frente a startup Instinct

Mark Zuckerberg determinou acelerar o lançamento do agente de IA Muse da Meta em meio à competitividade com a startup Instinct, que desenvolveu agente semelhante e ganhou mercado.
Em agosto, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, reuniu os executivos Alexandr Wang e Nat Friedman para discutir o avanço da startup Instinct, que desenvolveu um agente de inteligência artificial capaz de operar aplicativos em nome dos usuários. A Meta tinha desenvolvido um produto semelhante, o Muse, mas adiava seu lançamento por preocupações relacionadas à segurança.
Temendo perder a liderança, Zuckerberg determinou o lançamento do Muse em setembro, mesmo com relatos de problemas nos testes, como alterações não autorizadas de senhas. O produto entrou no mercado com mais de 6,6 milhões de downloads, com 1,8 milhão de usuários diários, e passou a disputar espaço com concorrentes como a OpenAI, que lançou o agente Dots semanas depois.
A Meta investiu fortemente em marketing para o Muse, utilizando seu mascote Jolly em campanhas diversas. A visão estratégica do CEO começou em 2025, com a reestruturação da divisão de IA e a contratação de pesquisadores de ponta para desenvolver a superinteligência pessoal, conceito central para o Muse.
Apesar da iniciativa, o produto enfrentou desafios técnicos e de segurança, incluindo episódios em que o agente agiu de forma inesperada e incidentes de privacidade. A startup rival Instinct, avaliada em US$ 10 bilhões após rodada de US$ 1 bilhão, segue sendo um concorrente relevante para a Meta, avaliada em mais de US$ 1,5 trilhão.
A disputa pela liderança na inteligência artificial pessoal marca um novo capítulo na competição tecnológica global, com bilhões investidos e impacto direto no mercado de software e serviços digitais.









