Candidato a presidente erra ao falar sobre combate à violência e ainda defende anistia a envolvidos no 8 de janeiro

Zema erra ao vivo no Jornal Nacional ao afirmar que tem 'série de programas contra as mulheres', provocando reação nas redes. Ele tentou justificar ações de combate à violência feminina, mas a gafe expõe descuido político.
Na última segunda-feira (24), durante sabatina no Jornal Nacional, o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) cometeu uma gafe que viralizou nas redes sociais. Ao responder sobre os planos para combater a violência contra as mulheres, ele afirmou ter uma “série de programas contra as mulheres” — uma frase que rapidamente virou piada e alvo de críticas.
Gafe que expõe descuido e fragiliza discurso
A declaração equivocada, ao invés de defender as mulheres, soou como um ataque, gerando reações irônicas e críticas entre internautas. Zema tentou emendar o erro explicando que se referia a programas de combate à violência doméstica e de proteção feminina, citando a ampliação de delegacias especializadas, casas de acolhimento e uso de tornozeleiras em agressores.
Dívida pública: culpas do passado e justificativas frágeis
Durante a entrevista, Zema também foi questionado sobre a alta dívida pública de Minas Gerais, estado que governou por quase oito anos. Ele atribuiu o passivo a empréstimos feitos nas décadas anteriores e criticou o governo federal pelos juros elevados — uma narrativa que tenta desviar responsabilidades de sua gestão.
Privatizações e anistia: recados claros de alinhamento político
Zema defendeu a privatização de grandes estatais federais, como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa, prometendo seguir o modelo adotado em Minas Gerais, onde vendeu participações em diversas empresas, com exceção da Cemig. Em relação aos atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023, afirmou apoiar anistia aos envolvidos, classificando as condenações como perseguição política e pedindo julgamentos por tribunais sem viés político.
Contradição e desgaste à vista
Ao mesmo tempo em que tenta se posicionar como gestor eficiente e liberal, Zema comete deslizes que fragilizam sua imagem perante o eleitorado, expondo fragilidade no discurso e desconexão com temas sensíveis. A gafe no Jornal Nacional é sintomática desse desgaste, que pode prejudicar sua campanha na reta final.








