Passageiros e tripulantes afetados pelo vírus são levados para isolamento conforme protocolos internacionais

Voos de repatriação saem de Tenerife neste domingo para transportar passageiros de navio com surto de hantavírus a seus países de origem.
Voos de repatriação Tenerife transportam passageiros após surto de hantavírus
No domingo, voos de repatriação Tenerife partiram para levar passageiros e tripulantes de um navio de cruzeiro afetado pelo surto mortal de hantavírus para seus países de origem. O processo atende protocolos nacionais rigorosos para prevenção da disseminação da doença, impactando diretamente cidadãos da Espanha, França, Canadá, Holanda, Turquia, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos. O primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu confirmou sintomas em um passageiro durante o voo.
Medidas adotadas para isolamento e monitoramento dos passageiros repatriados
Os passageiros desembarcaram em Madri e Paris, onde receberam atendimento hospitalar e passaram a ser monitorados conforme as recomendações da OMS. A Organização Mundial da Saúde recomendou quarentena de 42 dias a partir do domingo para todos os envolvidos, destacando o período máximo de incubação do hantavírus. Enquanto passageiros espanhóis permanecem hospitalizados durante todo o período, franceses ficam inicialmente 72 horas internados antes de isolarem-se em casa por 45 dias. A OMS enfatiza exames médicos diários e políticas nacionais para controle da transmissão.
Histórico e origem do surto a bordo do navio de cruzeiro
O vírus foi detectado em 2 de maio em Johanesburgo, no tratamento de um passageiro britânico que ficou gravemente doente 21 dias após a morte de outro passageiro. Acredita-se que o primeiro infectado tenha contraído o vírus durante viagens anteriores à Argentina e Chile. Até o momento, a OMS confirmou seis casos, com três mortes — um casal holandês e um cidadão alemão. Atualmente, quatro pessoas permanecem hospitalizadas em diferentes países, enquanto casos suspeitos recebem tratamento em território britânico ultramarino.
Impactos sanitários e resposta internacional diante do surto de hantavírus
Embora o hantavírus seja transmitido principalmente por roedores, a possibilidade de transmissão por contato próximo entre humanos exige cautela. Autoridades reforçam que o vírus é menos contagioso que a Covid-19 e o risco para o público geral é baixo. O CDC dos EUA afirmou que os 17 passageiros norte-americanos têm opções para isolamento domiciliar ou em instalações especializadas. O Ministério da Saúde da Espanha confirmou ausência de roedores a bordo e minimizou riscos adicionais.
Procedimentos de desembarque, logística e desinfecção do navio em Tenerife
O navio de cruzeiro chegou a Tenerife vindo da costa de Cabo Verde, após coordenação entre OMS, União Europeia e autoridades espanholas para retirada dos passageiros. A operação envolveu transporte em barcos pequenos e ônibus militares, evitando contato com o público. Trinta tripulantes permaneceram a bordo para seguir viagem até a Holanda, onde o navio passará por processo de desinfecção. Passageiros expressaram esperança em concluir a quarentena sem complicações e reencontrar familiares.
Considerações finais sobre o surto e orientações para acompanhamento médico
A diretora de gerenciamento de epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, reforçou a necessidade de exames diários e isolamento rigoroso para evitar novos casos. A experiência internacional destaca a importância do monitoramento contínuo e da colaboração entre países para controle de doenças emergentes em ambientes fechados como navios de cruzeiro. O surto de hantavírus em Tenerife levanta alertas para protocolos sanitários em viagens internacionais, embora o risco à população geral permaneça considerado baixo pelas autoridades.









