Ausência de Lula muda dinâmica e concentra críticas em Flávio no debate da TV Globo

Sem a presença de Lula, o último debate presidencial desta quinta-feira concentra atenções em Flávio Bolsonaro, que enfrenta críticas de adversários do campo da direita.
O último debate presidencial antes do primeiro turno, promovido pela TV Globo nesta quinta-feira (1º), apresenta uma configuração diferente dos encontros anteriores devido à ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder das pesquisas. Sem Lula, Flávio Bolsonaro (PL), que aparece nas pesquisas em segundo lugar, torna-se o principal alvo dos outros candidatos presentes, sobretudo aqueles do campo da direita.
Estão confirmados para o debate Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), que teve seu direito garantido após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. Segundo pesquisa Quaest divulgada recentemente, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 34%, e os demais candidatos estão abaixo de 5%.
A ausência de Lula dividiu a campanha de Flávio, com alguns aliados sugerindo que ele evitasse o debate para não virar principal alvo das críticas, e outros defendendo a participação como forma de ampliar o pedido de voto útil na fase final da disputa. Sem Lula, Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm espaço para direcionar críticas a Flávio, buscando diferenciar suas candidaturas não apenas do petista, mas também do bolsonarismo.
Ronaldo Caiado planeja criticar tanto o governo Lula quanto a candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto Zema reafirma a manutenção da sua candidatura até o fim, apesar de pressões para retirar-se e apoiar Flávio no primeiro turno. Essa situação evidencia o embate entre duas estratégias: Flávio tenta concentrar o voto à direita, e Zema busca preservar seu espaço eleitoral.
Mesmo com Lula ausente, o debate prevê uma cadeira vazia para representar sua ausência e permite que os candidatos façam perguntas dirigidas a ele. Flávio deve usar o momento para destacar a disputa como uma escolha entre continuidade e mudança, atacando o governo atual. A campanha petista reconhece riscos na ausência do candidato, pois ele não terá resposta imediata às críticas, mas também evita expô-lo a confrontos diretos.
O debate ocorre após uma semana marcada pela polêmica envolvendo publicações que associaram Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta para retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil, informação que não corresponde a nenhuma proposta oficial do senador. O tema gerou disputas judiciais envolvendo o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal. A campanha de Flávio vê no debate uma oportunidade para esclarecer o assunto e responder às críticas.
A presença dos candidatos no debate final da TV Globo será decisiva para consolidar posicionamentos e tentar influenciar eleitores na reta final da campanha presidencial de 2026.









