Tribunal Superior Eleitoral inicia julgamento das candidaturas presidenciais em ambiente virtual, com foco em documentação e regularidade partidária

O TSE inicia nesta segunda o julgamento dos registros das candidaturas de Lula, Flávio Bolsonaro e Zema para as eleições presidenciais de 2026, em um processo que pode definir o cenário político do país.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou nesta segunda-feira (31) o julgamento dos pedidos de registro de candidaturas para a Presidência da República nas eleições de 2026, numa disputa que vai além das urnas e adentra o campo jurídico. Entre os alvos da análise estão os principais nomes já confirmados: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
O processo ocorre em plenário virtual e se estende até quarta-feira (2). Além dos presidenciáveis, o TSE avalia também as candidaturas de seus vices, incluindo Geraldo Alckmin (PSB) e Alfredo Gaspar (PL). A relatoria está dividida entre os ministros André Mendonça, que cuida dos casos de Lula, Zema e outros, e Estela Aranha, responsável pelas chapas de Flávio Bolsonaro e Edmilson Costa (PCB).
O tribunal examina não só os documentos pessoais e condições de elegibilidade dos candidatos, mas também a regularidade das coligações partidárias, por meio do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap). Essa fase é crucial, pois falhas no Drap podem levar à invalidação dos registros individuais vinculados às coligações.
Na pauta, está o escrutínio da coligação ‘Brasil Pronto para Mais’, liderada por Lula, e as composições do PL, Novo, UP, PSTU e PCB. O julgamento promete ser um termômetro das forças políticas e da capacidade de articulação dos candidatos dentro do sistema eleitoral.
Um episódio que chamou atenção foi a retirada do registro de Renan Santos (Missão) da análise desta semana. O relator, ministro Dias Toffoli, apontou ‘indícios de ilicitude’ envolvendo divergências nas informações sobre as redes sociais da campanha, levantando suspeitas de falta de transparência e possíveis irregularidades.
Este movimento do TSE é o primeiro embate formal do processo eleitoral de 2026, e poderá impactar o equilíbrio político antes mesmo da campanha propriamente dita. A Corte mantém a responsabilidade de garantir que a disputa ocorra dentro dos parâmetros legais, mas o desgaste já é visível entre as coligações e seus representantes.









