Medida busca reduzir preços de energia antes das eleições de meio de mandato

Os Estados Unidos estudam vetar exportações de diesel por 90 dias para conter alta nos preços antes das eleições de novembro, segundo fontes do governo.
Os Estados Unidos estão elaborando um plano para proibir as exportações de diesel por 90 dias, conforme apurado pelo Politico. A iniciativa tem como objetivo reduzir o custo da energia no país antes das eleições de meio de mandato previstas para novembro, nas quais pesquisas indicam vantagem para o Partido Democrata.
O setor petrolífero americano se posiciona contra a medida, argumentando que eventuais benefícios imediatos seriam compensados por aumentos nos preços futuros dos combustíveis, inclusive do querosene. Alguns congressistas republicanos e assessores do governo também expressaram preocupações sobre o impacto da restrição.
Especialistas indicam que a medida poderia baixar os preços em certas regiões ao redirecionar o diesel destinado à exportação para o consumo interno, mas alertam que a redução da demanda externa pode levar os fabricantes a diminuírem a produção, reduzindo a oferta a médio prazo.
Fontes internas demonstram que a decisão passa por um embate entre assessores cautelosos e a ala política da Casa Branca, que defende ações imediatas para responder à pressão dos preços elevados nos postos de combustíveis.
Caso aprovada, essa será a primeira restrição às exportações de energia desde 2015, quando o ex-presidente Barack Obama suspendeu a proibição de venda de petróleo bruto vigente por décadas.
Dados da Associação Americana de Automóveis (AAA) indicam que o preço médio do diesel nos EUA atingiu US$ 6,52 por galão, valor 91 centavos superior ao registrado na semana anterior e 76% acima do registrado há um ano.
Esta medida faz parte do conjunto de esforços do governo para conter a alta dos preços de energia e suas repercussões econômicas e políticas às vésperas das eleições legislativas.










