Ex-presidente repreende CEO da Chevron e exige ação diante da alta nos custos de energia

Trump cobra redução urgente dos preços da gasolina das petroleiras e critica CEO da Chevron por ignorar o apoio do governo ao setor, em meio a preocupações políticas com o impacto no custo de vida dos americanos.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as grandes petroleiras para que reduzam imediatamente os preços da gasolina ao consumidor, em meio a uma escalada nos custos de energia que ameaça a estabilidade política do Partido Republicano antes das eleições legislativas em novembro. Na segunda-feira, Trump repreendeu Mike Wirth, presidente-executivo da Chevron, por ignorar publicamente – em entrevista na TV – os supostos esforços e o apoio do governo Trump ao setor petrolífero, incluindo a criação de um mercado para operações na Venezuela.
Em postagem veemente no Truth Social, Trump acusou Wirth de esquecer convenientemente que, sem sua “genialidade, visão, força e estabilidade”, o setor petrolífero e o país estariam mortos. O ex-presidente destacou que, apesar de as empresas terem sido expulsas da Venezuela, agora estão retornando muito maiores e mais fortes, preparadas para obter lucros vultuosos. Trump conclamou ainda que outras petroleiras sigam o exemplo e reduzam os preços do petróleo para o varejo, “AGORA!”
A cobrança ocorre em um contexto delicado: os preços da gasolina continuam altos para os consumidores mesmo após a queda dos preços globais do petróleo, consequência do cancelamento pelo próprio Trump de um ataque militar contra o Irã. Essa discrepância alimenta preocupações sobre o custo de vida, que podem custar caro ao Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, nas quais o partido corre o risco de perder sua maioria na Câmara e até o controle do Senado.
Os dados financeiros recentes das maiores petrolíferas americanas — Exxon Mobil, Chevron, Valero Energy e Marathon Petroleum — revelam que as empresas se beneficiaram amplamente da escalada dos preços do petróleo bruto e das margens de refino geradas pela tensão geopolítica envolvendo o Irã. A Valero, por exemplo, anotou seu maior lucro trimestral desde a crise energética iniciada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, enquanto a Chevron alcançou seu maior lucro em seis anos.
Essa contradição entre os lucros recordes das petrolíferas e os preços altos nas bombas aumenta a pressão política sobre um setor que Trump tenta colocar sob seu guarda-chuva de influência, buscando ganhar capital político ao se apresentar como defensor do bolso do consumidor americano.








