Ex-presidente dos EUA mira presidente da Fifa para secretário-geral da Organização das Nações Unidas

Donald Trump surpreende ao indicar Gianni Infantino, presidente da Fifa, como candidato a secretário-geral da ONU, numa manobra que pode desestabilizar a diplomacia global.
Donald Trump surpreende ao colocar o nome de Gianni Infantino, presidente da Fifa, para uma das posições mais cobiçadas da política internacional: o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o jornal norte-americano New York Post, Trump enxerga em Infantino, de 56 anos, um líder capaz de unir países, habilidade esta que, para o ex-presidente dos EUA, poderia ser a chave para revitalizar a ONU sob sua nova direção.
Manobra política que pode causar estragos na diplomacia
A eleição para o cargo de secretário-geral está prevista para ocorrer entre agosto e outubro de 2024, para substituir António Guterres, que deixará o posto no fim do ano. Para que Infantino assuma, seria necessária a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 membros, incluindo cinco com poder de veto, além da confirmação pela Assembleia Geral. Essa exigência torna a investida de Trump não apenas improvável, mas potencialmente conflituosa no âmbito diplomático.
Infantino: de cartola da Fifa a peça numa disputa global
Gianni Infantino, que assumiu a presidência da Fifa em 2016 após escândalos de corrupção na entidade, consolidou seu poder com reeleições por aclamação. Sua proximidade com Trump ganhou destaque quando foi o único dirigente esportivo presente na posse do ex-presidente em 2024 e chegou a entregar o recém-criado Prêmio da Paz da Fifa, numa campanha pública de Trump para obter o Nobel da Paz.
Parceria controversa e influência fora das quatro linhas
A relação entre Trump e Infantino transcende o esporte. Os Estados Unidos sediarão a Copa do Mundo de 2026, uma conquista atribuída ao primeiro mandato Trump. O ex-presidente não hesitou em intervir em decisões da Fifa, como no pedido para cancelar a suspensão do atacante americano Falorin Balogun durante o Mundial, além de acusar árbitros e questionar políticas de vistos que afetaram torcedores e seleções estrangeiras.
O que está em jogo
A indicação de Infantino para a ONU é uma cartada que pode gerar resistências internas na organização e expor as contradições da diplomacia internacional frente a uma figura do futebol internacional sem experiência direta em relações exteriores. A iniciativa de Trump parece mais um movimento para ampliar sua influência global de maneira não convencional, potencialmente desestabilizando o equilíbrio delicado das instituições multilaterais.
Enquanto o esporte e a política se entrelaçam nesta trama, o mundo observa atento se o presidente da Fifa, símbolo de um cenário esportivo marcado por controvérsias e politicagem, conseguirá transformar o prestígio nas quadras em poder real nos corredores da ONU.









