Após 13 dias de ofensiva, EUA recuam e sinalizam espaço diplomático na crise com Teerã

Donald Trump suspendeu os ataques ao Irã após 13 dias de ofensiva, abrindo margem para negociações, sinaliza o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao suspender os ataques contra o Irã após 13 dias de ofensiva militar, dando espaço para negociações diplomáticas, conforme afirmou Mike Waltz, embaixador norte-americano na ONU, neste domingo. “Ele está dando espaço para as negociações, está abrindo um pouco de margem”, declarou Waltz ao programa Fox News Sunday, indicando um recuo estratégico do governo americano.
O Pentágono interrompeu as operações de bombardeio contra o Irã no fim de semana, encerrando uma sequência de ataques crescentes que ameaçavam escalar o conflito. Durante esse período, não houve relatos de retaliações iranianas contra países vizinhos, sugerindo uma trégua tácita.
Autoridades do governo Trump explicaram que, apesar da ofensiva inicial, a diplomacia permanece a preferência do presidente, que usa a demonstração de força para forçar Teerã a sentar à mesa com seriedade. A estratégia, no entanto, ainda gera incerteza sobre os próximos passos da Casa Branca, levantando questionamentos sobre a coerência da política externa americana na região.
Analistas observam que o líder supremo anterior do Irã, morto no início da crise, havia renunciado às armas nucleares, mas seu sucessor mostra maior interesse em programas bélicos, aumentando a tensão internacional. A decisão de Trump de frear a escalada militar e tentar um diálogo pode aliviar o cenário, mas também expõe um momento de desgaste e pressão política interna e externa.
Esta pausa nas hostilidades abre um capítulo tenso de negociações, em que o equilíbrio entre força e diplomacia será decisivo para a estabilidade no Oriente Médio e para o posicionamento dos EUA no tabuleiro geopolítico.








