Cantora repudia uso da música em vídeo militar da Casa Branca e expõe contradição na narrativa oficial

Katy Perry critica duramente o governo Trump pelo uso de sua música 'Firework' em vídeo que celebra ataque militar ao Irã, chamando a ação de violação completa do espírito da canção.
Trump instrumentaliza ‘Firework’ em vídeo de ataque militar e gera reação pública
Donald Trump promoveu mais um embate midiático ao usar o hit “Firework”, de Katy Perry, como trilha sonora de um vídeo oficial da Casa Branca que mostra um bombardeio a uma estrutura iraniana. A sequência de nove segundos publicada no TikTok associa imagens de violência à letra da música, que diz “Boom, boom, boom! Even brighter than the moon!”, numa clara provocação no meio do conflito com o Irã.
Katy Perry repudia uso e denuncia contradição da mensagem
A cantora não tardou em reagir publicamente, usando seu perfil no X para manifestar indignação. “Estou profundamente horrorizada e irritada em ver ‘Firework’ sendo usada pela conta de TikTok da Casa Branca como música de fundo de um vídeo de ataques militares”, afirmou Perry, frisando que nunca autorizou o uso e discordava completamente da associação.
Ela ressaltou que a música foi criada como um símbolo de esperança, cura e força interior para pessoas enfrentando dificuldades, não para ser trilha sonora de violência e guerra. “Ver uma mensagem de autoestima e empoderamento ser usada para celebrar a destruição é uma completa violação de tudo que minha música representa”, desabafou.
Contexto político e críticas anteriores
O episódio ocorre em meio à suspensão temporária das operações de bombardeio americanas contra o Irã, após semanas de ataques crescentes. A reação de Katy Perry não é inédita, já que outras cantoras pop, como Sabrina Carpenter e Kesha, também criticaram o governo Trump pelo uso indevido de suas músicas em campanhas e vídeos oficiais relacionados a temas polêmicos, como imigração e ações militares.
Embate revela desgaste na comunicação oficial de Trump
Enquanto a Casa Branca e o próprio presidente ainda não se pronunciaram sobre a controvérsia, o caso evidencia o contínuo desgaste da gestão Trump nas estratégias de comunicação e o risco político de se instrumentalizar símbolos culturais para impulsionar narrativas oficiais que geram rejeição pública.
A polêmica também expõe a tensão entre o discurso de empoderamento pessoal e as decisões governamentais que envolvem conflito e violência, aprofundando a divisão entre cultura pop e política militar americana.








