Presidente dos EUA não impõe tarifas imediatas, mas sinaliza possibilidade futura diante de preocupações de segurança

Donald Trump identificou riscos à segurança nacional associados à importação de robôs e máquinas, porém optou por negociar com parceiros comerciais antes de impor tarifas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concluiu em 28 de outubro de 2026 que a importação de robôs e máquinas industriais representa riscos à segurança nacional, mas decidiu não impor tarifas imediatas. Em vez disso, ordenou que autoridades mantenham negociações com governos estrangeiros para definir níveis controlados de importação desses equipamentos.
A decisão visa preservar a cadeia produtiva dos fabricantes norte-americanos, que dependem de componentes importados para a maioria dos tipos de robótica e maquinário industrial, enquanto mantém a possibilidade de aplicar tarifas caso as negociações não resultem em acordos satisfatórios.
Após mais de um ano de investigação, Trump instruiu o Departamento de Comércio dos EUA e o Representante Comercial dos EUA a conduzirem conversações conjuntas com parceiros comerciais para abordar as preocupações relacionadas à importação de sistemas mecânicos programáveis, máquinas-ferramentas para corte, soldagem, manuseio de peças, autoclaves, fornos industriais, além de ferramentas de corte a laser e jato de água.
O presidente também solicitou um relatório em até 180 dias para avaliar o progresso dessas negociações.
Em setembro, a investigação foi iniciada para analisar a segurança dos equipamentos importados, diante do crescimento da adoção de robôs humanóides com inteligência artificial e da expansão da infraestrutura tecnológica nos EUA.
Em julho, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA proibiu a importação de novos modelos de robôs e inversores de energia oriundos da China, mantendo autorizada a entrada de modelos já existentes de robôs humanóides e quadrúpedes. A FCC destacou que esses robôs podem coletar dados que, se manipulados por agentes mal-intencionados, apresentam riscos de espionagem ou controle remoto.
O Departamento de Comércio afirmou que os Estados Unidos dependem significativamente de importações estrangeiras para o abastecimento de robótica e maquinário industrial, reforçando a importância de negociações comerciais equilibradas.
Esta iniciativa é parte de um esforço mais amplo de revisão das importações consideradas críticas à segurança nacional, seguindo investigações anteriores sobre aeronaves comerciais e motores a jato importados.









