Presidente americano anuncia investigação comercial e retaliação contra União Europeia após penalidades a gigantes de tecnologia

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Após a UE multar o Google em US$ 1 bilhão, Trump ameaça abrir investigação e impor novas tarifas ao bloco europeu, acusando Bruxelas de práticas antiamericanas.
Donald Trump não tardou em responder à recente multa de 890 milhões de euros aplicada ao Google pela Comissão Europeia. Nesta sexta-feira (24), o presidente dos EUA anunciou que abrirá uma investigação comercial contra a União Europeia, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, acusando Bruxelas de ‘roubar’ empresas americanas e os contribuintes dos EUA. Em uma publicação no Truth Social, Trump declarou que as sanções serão ‘inteiramente revertidas’ e que Washington vai impor ‘uma tarifa substancial’ ao bloco europeu ‘o mais breve possível’.
Retaliação comercial como resposta às multas
A tensão cresce após a Comissão Europeia atingir gigantes americanas como Apple, Meta, Amazon e Google com multas que somam mais de US$ 18 bilhões. A penalidade recente ao Google, que motivou a reação de Trump, é vista pelo presidente como ‘ilegais’ e ‘altamente antiéticas’, especialmente pela escalada durante o governo Biden. Trump deixou claro que os Estados Unidos não serão ‘cofrinho’ da Europa e que essa postura não persistirá em sua gestão.
Investigação sob a lei de comércio dos EUA e impacto político
A Seção 301 da Lei de Comércio dá ao governo americano poder para retaliar práticas comerciais consideradas injustas. A iniciativa de Trump representa um duro recado à União Europeia, que já investiga várias empresas americanas de tecnologia sob legislações como a Lei de Mercados Digitais (DMA) e a Lei de Serviços Digitais (DSA). A disputa sinaliza uma escalada na guerra comercial e regulatória entre EUA e UE, com potencial impacto em negociações e acordos futuros.
Trump busca expor um embate que reflete não apenas interesses econômicos, mas também a disputa por influência digital global. A ofensiva americana pode gerar desgaste institucional na relação transatlântica e desafiar a cooperação em outras frentes estratégicas.








