Mudança na equipe jurídica de Paulo Henrique Costa pode indicar acordo de colaboração com a Justiça para esclarecer denúncia de propina

A troca de defesa do ex-presidente do BRB abre caminho para uma possível delação premiada envolvendo suspeita de propina milionária.
Contexto da troca de defesa e investigação
Em 22 de abril de 2026, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, realizou a troca de sua defesa, em um movimento que indica a possibilidade de um acordo de delação premiada. Paulo Henrique está preso na Penitenciária da Papuda desde 17 de abril, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, no âmbito de investigações sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o BRB.
Os novos advogados, Eugênio Aragão e Davi Tangerino, são reconhecidos por sua experiência em delações premiadas e acordos de leniência, reforçando a hipótese de que Costa pretende colaborar com a Justiça para esclarecer acusações de recebimento de R$ 146,5 milhões em propina do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, por meio de imóveis.
Perfil dos advogados e estratégia jurídica
Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça e membro do Ministério Público Federal por 30 anos, é especialista em delações premiadas no Brasil. Davi Tangerino, advogado criminalista e professor de direito penal na UERJ, possui expertise em acordos de leniência. A escolha desses profissionais sugere uma estratégia jurídica voltada para a cooperação efetiva com as autoridades, buscando mitigar os impactos legais e reputacionais para Paulo Henrique Costa.
Impactos da possível delação premiada
Caso o acordo seja formalizado, espera-se que Paulo Henrique forneça informações detalhadas sobre o esquema de propina envolvendo o BRB e o banco Master, o que pode ampliar as investigações e alcançar outros envolvidos. A possível transferência de Costa para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília facilitaria o contato direto com as equipes investigativas e a realização de depoimentos.
Este movimento também sinaliza ao mercado e à sociedade uma postura firme no combate à corrupção, ressaltando a importância da transparência e da responsabilização no setor financeiro público.
Histórico da prisão e acusações
Paulo Henrique Costa foi preso preventivamente em 17 de abril de 2026, para garantir a ordem pública e o andamento das investigações sobre supostas negociações ilegais de propina estimadas em R$ 146,5 milhões. O caso envolve figuras de destaque no setor financeiro e público, evidenciando a complexidade do esquema.
A delação premiada no sistema judicial brasileiro
A delação premiada é um instrumento legal que permite que investigados colaborem com as investigações em troca de benefícios judiciais, acelerando processos e desarticulando organizações criminosas. No caso do ex-presidente do BRB, essa medida pode ser decisiva para esclarecer os fatos e responsabilizar todos os envolvidos, fortalecendo a integridade das instituições financeiras e públicas.
A expectativa das autoridades é que a colaboração de Paulo Henrique Costa revele provas adicionais e nomes ainda não identificados, ampliando o alcance das ações judiciais.










