Transporte público de Salvador enfrentou bloqueios em garagens; fiscalização com drones foi autorizada para garantir serviço no segundo turno

Transporte público de Salvador teve 75 ônibus bloqueados em garagens com adesivos do PT. TRE da Bahia ordenou circulação imediata sob risco de multa de R$ 1 milhão por hora e autorizou fiscalização com drones.
O transporte público de Salvador enfrentou bloqueios em garagens neste domingo (25), data do segundo turno das Eleições 2026, quando pelo menos 75 ônibus foram impedidos de circular após receberem adesivos com o número eleitoral do candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) atribuiu a interrupção à presença dos adesivos eleitorais nos veículos.
Em resposta, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Mauricio Kertzman Szporer, determinou que a frota volte a circular imediatamente, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora. A decisão visa assegurar o transporte dos eleitores até os locais de votação.
Para garantir o cumprimento da ordem, o TRE solicitou à Delegacia-Geral da Polícia Civil da Bahia a utilização de drones para fiscalizar a saída dos ônibus das garagens.
A Secretaria Municipal de Mobilidade informou que, após diálogo entre suas equipes e representantes do sindicato dos trabalhadores, as operações começaram a ser normalizadas. A prioridade é garantir o acesso dos eleitores ao transporte público gratuito e possibilitar o voto.
A Defensoria Pública da Bahia (DPE) relatou ter recebido diversas reclamações sobre a falta de ônibus e atua para assegurar o direito ao transporte no dia da eleição. O Procon também confirmou denúncias e fiscalizou as garagens, encontrando 55 veículos parados, mesmo aptos a operar. A empresa responsável foi autuada, e novas medidas administrativas serão adotadas.
O pedido de intervenção do TRE foi apresentado pelo PT contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e o município, destacando a redução em mais de 50% da frota habitual em dias úteis, o que prejudicaria a mobilidade dos eleitores.
O desembargador Kertzman salientou que a gratuidade do transporte não é suficiente se a frota não estiver disponível nas ruas, especialmente para garantir o acesso dos eleitores às seções eleitorais.
Esta movimentação ocorre em um contexto de apuração ao vivo das Eleições 2026, onde plataformas oficiais atualizam os resultados das disputas presidenciais e para governador, incluindo o segundo turno em diversos estados.
Fonte: nsctotal.com.br










