Ex-deputado condenado por trama golpista busca anistia ou revisão no STF para retorno

Ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado pelo STF por participação em trama golpista, vive nos EUA e diz que quer voltar ao Brasil caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e mais de um mês de prisão por participação em trama golpista, afirmou neste domingo (25), em Miami, que deseja retornar ao Brasil caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República. Ramagem, que vive nos Estados Unidos desde setembro de 2025, disse que espera conseguir uma anistia ou uma revisão judicial para possibilitar seu retorno.
Em entrevista, ele negou ter discutido com o senador Flávio Bolsonaro ou integrantes de sua campanha sobre a possibilidade de assumir cargos em um eventual governo bolsonarista. “Quero muito voltar para o Brasil”, afirmou, ressaltando a busca por “anistia ou ação revisional no STF” como caminhos para seu retorno.
Ramagem foi ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro e deixou o país antes de iniciar o cumprimento da pena. Ele participa em Miami de um evento que acompanha a apuração dos votos do segundo turno da eleição presidencial, ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do comentarista Paulo Figueiredo. O público presente se vestia com as cores verde e amarela, apoiando Flávio Bolsonaro.
Ao ser questionado sobre aceitar uma eventual vitória do candidato Lula (PT), Ramagem afirmou acreditar no sistema democrático, mas defendeu o direito de contestar resultados que julgue equivocados. O ex-deputado evitou comentar a possibilidade de derrota do senador e mostrou confiança nos votos apurados até o momento.
Sobre sua situação migratória nos EUA, Ramagem negou que exista procedimento de deportação contra ele, classificando como “desinformação” as notícias sobre essa possibilidade. Ele confirmou que não possui green card e que seu pedido de asilo político está em tramitação. Em abril, foi detido temporariamente por agentes do ICE em Orlando, mas foi liberado após dois dias.
O Brasil solicitou a extradição de Ramagem, que alega ser vítima de perseguição judicial no país. O desfecho dessa situação está pendente no sistema migratório americano.









