Suplente de Davi Alcolumbre indiciado pela PF em esquema no Dnit Amapa


Polícia Federal conclui inquérito e indicia Breno Chaves Pinto por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção na superintendência do Dnit no Amapá

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Senador Davi Alcolumbre em evento oficial. Foto: Ascom Davi Alcolumbre/Divulgação

Breno Chaves Pinto, suplente de Davi Alcolumbre, é indiciado pela PF por envolvimento em fraudes e desvios no Dnit no Amapá.

Suplente de Davi Alcolumbre é indiciado em esquema no Dnit no Amapá

A Polícia Federal concluiu o inquérito que apura fraudes e desvios ligados ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá, indiciando Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre, por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. A investigação detalha a atuação de Breno para direcionar contratos públicos relacionados às obras da BR-156, além de sua influência sobre a Superintendência Regional do Dnit no estado.

Indiciamentos e suspeitas levantadas pela investigação policial

Além de Breno Chaves Pinto, o atual superintendente regional do Dnit no Amapá, Marcello Linhares, também foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação. Mensagens obtidas durante as apurações indicam a interlocução entre ambos sobre contratos, obras e pedidos de liberação de recursos, apontando pressão para obtenção dessas liberações junto ao senador Davi Alcolumbre.

Breno Chaves Pinto foi flagrado sacando R$ 350 mil em espécie

Um episódio importante da investigação ocorreu em novembro de 2024, quando Breno foi monitorado ao sacar R$ 350 mil em dinheiro vivo em uma agência bancária. Posteriormente, entrou em uma SUV registrada em nome de uma empresa ligada a primos do presidente do Senado. O veículo, entretanto, só foi transferido formalmente para o empresário meses depois, reforçando indícios de ligação com pessoas próximas ao senador.

Resposta do senador Davi Alcolumbre e posicionamento oficial

O senador Davi Alcolumbre afirmou, por meio de nota oficial, que não possui qualquer relação com as atividades empresariais de seu segundo suplente e que não interfere em processos administrativos ou contratações do Dnit. Ele ressaltou que responde apenas por seus próprios atos e que não há provas que o envolvam nas irregularidades investigadas. A assessoria destacou que as manifestações da defesa ocorrem sob segredo de justiça.

Impactos da investigação para a gestão e políticas públicas

Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) já haviam apontado indícios de irregularidades em contratos relacionados às obras sob investigação, que somam R$ 60,2 milhões. A operação reforça a necessidade de maior fiscalização e transparência na execução de contratos públicos no setor de infraestrutura, sobretudo em regiões estratégicas como o Amapá. O desdobramento do caso poderá afetar decisões políticas e administrativas no âmbito federal.

Procedimentos judiciais em andamento na Justiça Federal de Macapá

O relatório final do inquérito foi encaminhado à 4ª Vara Federal em Macapá, onde o processo judicial tramita sob segredo de justiça. O indiciamento pela Polícia Federal representa uma fase preliminar, na qual o Ministério Público poderá formalizar denúncia ou solicitar diligências adicionais. Caso o processo avance, os envolvidos poderão responder criminalmente e sofrer sanções legais conforme apuração dos fatos.

A investigação sobre o suplente de Davi Alcolumbre evidencia desafios na gestão pública e reforça o compromisso das autoridades com a responsabilização de eventuais ilícitos, preservando o interesse público e a integridade das instituições.


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