Pesquisa aponta insatisfação com segurança e saúde em São Paulo apesar da liderança do governador na corrida eleitoral

Pesquisa Datafolha indica que segurança pública e saúde são os maiores desafios da gestão de Tarcísio em São Paulo, empatadas com 27% das citações. Apesar da insatisfação, governador lidera com 46% das intenções de voto para a reeleição.
Segurança e Saúde Dominam Lista de Problemas na Gestão Tarcísio
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5) revelou que os eleitores de São Paulo apontam segurança pública e saúde como os maiores problemas do estado, empatados com 27% das citações cada. A educação aparece distante, com 11% das menções, enquanto questões como economia, desemprego, transporte, corrupção e habitação somam menos de 3% das respostas.
Avaliação Crítica do Governo em Meio à Liderança na Pesquisa
Para 46% dos entrevistados, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entregou menos do que se esperava em sua gestão. Outros 35% avaliaram que ele cumpriu o previsto, e apenas 13% acreditam que ele foi além das expectativas. Apesar da insatisfação expressiva, Tarcísio lidera a corrida pela reeleição com 46% das intenções de voto, segundo o levantamento.
Aumento da Diferença para Haddad e Cenário Eleitoral
O adversário mais próximo, Fernando Haddad (PT), aparece com 30% das intenções, ampliando a distância em relação à pesquisa de março, quando Tarcísio tinha 44% e Haddad 31%. Outros candidatos somam resultados isolados bem abaixo: Vera Lucia (PSTU) 5%, Carlos Machado (PCB) 4% e Vivian Mendes (UP) 4%, o que sinaliza possibilidade concreta de vitória do atual governador no primeiro turno.
Contexto e Metodologia
O Datafolha ouviu 1.608 eleitores presencialmente entre os dias 1 e 3 de julho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.
Bastidores e Desafios à Frente
A persistente percepção negativa sobre segurança e saúde coloca pressão sobre o governo Tarcísio, que precisa responder a esses déficits para consolidar sua base eleitoral e evitar desgaste maior no segundo mandato. O aumento da diferença nas intenções de voto reforça a vantagem numérica, mas a insatisfação expressa pode alimentar críticas e cobranças do campo oposicionista no decorrer da campanha eleitoral.








