Secretário do Tesouro dos EUA destaca necessidade de cooperação europeia para combater redes financeiras ligadas ao Irã e terrorismo

Scott Bessent pediu a aliados europeus que intensifiquem sanções e combatam financiadores do Irã para reforçar pressão contra terrorismo.
Europa amplie sanções financiadores Irã para fortalecer combate ao terrorismo
Na conferência “No Money for Terror”, realizada em Paris no dia 19 de fevereiro de 2026, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, reforçou seu apelo para que a Europa amplie sanções contra financiadores do Irã. Ele enfatizou a necessidade de uma cooperação mais intensa entre Washington e seus aliados europeus para desmantelar redes financeiras associadas ao regime iraniano e ao financiamento ao terrorismo.
Bessent destacou que os Estados Unidos têm liderado uma campanha de “pressão máxima” sobre o Irã, causando um estrangulamento financeiro significativo ao bloquear dezenas de bilhões de dólares em receitas de petróleo e interromper fluxos financeiros ilícitos. Para ampliar esse impacto, o secretário afirmou que é crucial que os parceiros europeus adotem medidas semelhantes, incluindo sanções direcionadas, fechamento de empresas de fachada e desativação de estruturas bancárias associadas ao regime.
Medidas propostas por Bessent para desmantelar redes financeiras do Irã
O secretário do Tesouro enfatizou que os aliados europeus devem identificar e designar financiadores iranianos, bem como expor suas operações ocultas para impedir que escapem das sanções existentes. Segundo Bessent, esse esforço conjunto inclui o fechamento de agências bancárias que operam como fachada para movimentações financeiras ilícitas vinculadas ao Irã, fortalecendo assim a segurança financeira global.
Ele também mencionou a modernização da arquitetura de sanções dos EUA, visando torná-las mais direcionadas e eficazes contra as adaptações das redes de evasão financeira. O uso de prazos definidos para gerar efeitos específicos é parte dessa estratégia, que busca alterar comportamentos sem impor isolamento permanente a países ou populações.
Impacto global e necessidade de coordenação internacional
Além da Europa, Bessent ressaltou que países do Oriente Médio e Ásia também devem se engajar no combate a redes bancárias paralelas iranianas. Ele alertou para a importância de um esforço coordenado para enfrentar ameaças transnacionais, citando grupos como Hezbollah e o cartel mexicano de Sinaloa como exemplos de organizações que requerem ação conjunta internacional.
Essa abordagem integrada visa não apenas restringir o financiamento do Irã, mas também enfraquecer outras redes criminosas que representam riscos à segurança global. O apelo de Bessent reflete a complexidade do combate ao terrorismo no cenário financeiro internacional e a necessidade de colaboração multilaterial para eficácia das sanções.
Sanções como instrumento de política externa e segurança nacional
Para Bessent, as sanções não devem ser vistas como atos de agressão, mas como instrumentos de paz que buscam modificar comportamentos de regimes e entidades. A visão enfatiza o potencial das restrições econômicas para pressionar governos sem recorrer a conflitos militares, contribuindo para a estabilidade internacional.
O secretário defendeu que a modernização e direcionamento das sanções são fundamentais para lidar com as estratégias continuamente adaptadas por redes criminosas e países sancionados. Essa flexibilidade é essencial para manter a relevância e eficácia das medidas restritivas num ambiente global em constante mudança.
Desafios e perspectivas futuras para a coalizão internacional
Embora os Estados Unidos tenham retomado uma postura rigorosa contra o Irã, Bessent reconheceu que o sucesso dessa estratégia depende da ampliação do engajamento internacional. A colaboração europeia e de outras regiões é crucial para evitar lacunas que possam ser exploradas por redes financeiras ilícitas.
O cenário global exige uma atualização constante das ferramentas de combate ao financiamento do terrorismo, incluindo sanções, fiscalização financeira e ações coordenadas entre governos. O apelo do secretário norte-americano sinaliza que o combate a essas ameaças continuará sendo uma prioridade nas agendas de segurança internacional nos próximos anos.









