Reservatório Miringuava fornece madeiras para coleção que valoriza cultura e biodiversidade do litoral paranaense

Sanepar e parceiros criam primeira xiloteca caiçara do Paraná com madeiras do Reservatório Miringuava, valorizando cultura e educação ambiental.
Sanepar impulsiona educação ambiental com xiloteca caiçara do Paraná
A iniciativa da Sanepar de utilizar madeiras do Reservatório Miringuava para criar a primeira xiloteca caiçara do Paraná representa um avanço significativo na promoção da educação ambiental e valorização da cultura tradicional do litoral paranaense. Desde o início do projeto, a parceria com a Universidade Federal do Paraná – Campus Litoral e a Associação de Cultura Popular Mandicuera foi essencial para integrar sustentabilidade e conhecimento local. A xiloteca caiçara do Paraná nasce com o objetivo de preservar o saber sobre as espécies da Mata Atlântica e facilitar o acesso a esse patrimônio para toda a comunidade.
Importância da xiloteca na preservação e educação ambiental do litoral
A xiloteca reúne 44 espécies de madeira catalogadas, incluindo madeiras comercialmente relevantes como o cedro rosa e exemplares com forte ligação à cultura regional, como o carvalho e a casca de anta. Segundo o engenheiro florestal Aurélio Lourenço Rodrigues, coordenador ambiental da Sanepar, a coleção ajuda a difundir o conhecimento sobre as principais espécies lenhosas da região, contribuindo para a educação ambiental de forma prática e acessível. Ao possibilitar o contato físico com as amostras, a xiloteca proporciona uma experiência sensorial que ultrapassa as limitações dos livros e fotografias, tornando o aprendizado mais concreto e significativo.
Conexão entre conhecimento tradicional caiçara e ciência acadêmica
O projeto foi idealizado pelo mestre Aorélio Domingues, da Associação Mandicuera, que enfatiza a relevância da xiloteca para a transmissão do conhecimento popular às novas gerações. A iniciativa também recebe suporte acadêmico da UFPR Litoral, que auxilia no beneficiamento e catalogação das madeiras, identificando-as pelos nomes populares, científicos e origens geográficas. A professora Andressa Tavares destaca que a xiloteca articula conhecimento tradicional e científico, fomentando um diálogo enriquecedor que beneficia não só a comunidade local, mas também amplia o entendimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica.
Impactos culturais e ambientais da xiloteca para o litoral paranaense
A xiloteca caiçara do Paraná representa uma ferramenta fundamental para resgatar e fortalecer a identidade cultural do povo caiçara, ao mesmo tempo em que promove o manejo sustentável dos recursos naturais. O projeto contribui para a valorização das espécies nativas, muitas vezes ameaçadas, e para a educação ambiental, sensibilizando a população sobre a importância da preservação da floresta. Além disso, possibilita o entendimento das propriedades físicas e ecológicas das madeiras, tais como a capacidade de sequestro de carbono, destacando o papel ambiental dessas espécies no equilíbrio do ecossistema local.
Processo de criação e benefícios da xiloteca para a comunidade
A elaboração das peças da xiloteca envolve etapas cuidadosas de corte, beneficiamento e catalogação, assegurando a qualidade e autenticidade do acervo. Cada peça permite que as pessoas percebam características táteis e visuais, facilitando o reconhecimento e o uso tradicional da madeira para construção, fabricação de instrumentos e outros fins culturais. O acesso a esse acervo reforça a educação popular e estimula o interesse dos jovens pela floresta e suas riquezas, garantindo a continuidade do conhecimento e das práticas sustentáveis no litoral do Paraná.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










