Ministro do Planejamento atribui folga fiscal a corte de gastos na Previdência

Revisão para baixo nos gastos da Previdência abriu espaço fiscal que permitiu reajuste de 15,04% no Bolsa Família, confirmado pelo governo às vésperas das eleições.
Revisão dos gastos do INSS e reajuste do Bolsa Família
Uma revisão recente nas despesas da Previdência Social reduziu a previsão de gastos do INSS em aproximadamente R$ 11,5 bilhões para o ano de 2026. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, essa folga fiscal foi fundamental para que o governo federal decidisse reajustar o Bolsa Família em 15,04%, percentual que considera a variação do INPC acumulada desde a reformulação do programa em março de 2023 até agosto deste ano.
Impacto fiscal e cronograma
O reajuste foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 17 de junho, a menos de três semanas do primeiro turno das eleições. O aumento terá um impacto de R$ 5,8 bilhões no orçamento de 2026, que deverá crescer para R$ 22,7 bilhões anuais em 2027 e 2028. A decisão de avançar com o reajuste ocorreu após a equipe econômica confirmar a existência de espaço fiscal, refletindo as medidas de contenção adotadas pela Previdência.
Avaliação do governo
Bruno Moretti informou que o reajuste foi postergado até a confirmação do espaço fiscal para garantir a sustentabilidade do programa. A atualização das estimativas orçamentárias pelo Ministério da Previdência ocorreu pouco antes da decisão final, tomada em 16 de junho. O ministro ressaltou que a proximidade com as eleições se deve ao calendário de elaboração do relatório orçamentário e à recente revisão das despesas previdenciárias.
Contexto nacional
O reajuste do Bolsa Família, programa social de transferência de renda, é uma das medidas do governo para ampliar o suporte às famílias de baixa renda. O anúncio ocorre num momento de ajuste fiscal mais rigoroso e reverbera no cenário político e econômico às vésperas do pleito eleitoral de 2026.









