Crescimento das queixas reflete problemas com pancadões e rooftops na cidade

Reclamações por barulho em SP aumentaram 40% de 2015 a 2024, refletindo um cenário problemático.
A capital paulista enfrenta um aumento significativo nas reclamações ao Psiu (Programa de Silêncio Urbano). Entre 2015 e 2024, as queixas subiram 40%, alcançando 43,9 mil registros. Em 2023, houve um crescimento explosivo de 49% em relação a 2022. Com 36,9 mil chamados de janeiro a setembro de 2025, o total pode alcançar um recorde histórico.
Impacto e respostas da gestão
A gestão de Ricardo Nunes afirma que, em 2025, aplicou R$ 11,9 milhões em multas, superando os R$ 10,3 milhões de 2024. Apesar do aumento de agentes de fiscalização, a prefeitura enfrenta críticas sobre a efetividade do Psiu, que não pode multar perturbações causadas por vizinhos.
Causas do aumento das queixas
O barulho em São Paulo é multifatorial, envolvendo desde festas em rooftops até a movimentação de caçambas durante a madrugada. O Sindicato dos Fiscais Posturas destaca que a falta de fiscais é um fator que contribui para o aumento das reclamações. Além disso, a verticalização de áreas urbanas intensifica a atividade noturna.
Bairros mais afetados
Pinheiros, campeão de reclamações em 2024, é seguido por Santa Cecília e Tatuapé. Embora o Tatuapé tenha registrado uma queda de 47% nas queixas, moradores relatam que os problemas persistem, com muitos optando por acionar a polícia em vez do Psiu. O Capão Redondo também se destaca nas reclamações, principalmente devido aos pancadões, que geram incômodos na região.
Conclusão
O aumento das reclamações de barulho em São Paulo reflete um desafio crescente para a administração pública e para os moradores, que buscam soluções eficazes para melhorar a qualidade de vida na cidade.










