Edinho Silva afirma que prioridade é defesa da democracia e nega criação de novos impostos

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, rejeitou o impeachment de ministros do STF, afastou o debate sobre anistia para condenados dos atos de 8 de janeiro e negou discussão interna sobre novos impostos.
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, declarou que a legenda não pretende apoiar qualquer processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), considerando que tal medida enfraqueceria a democracia e as instituições brasileiras. Em entrevista concedida ao Poder360, publicada em 3 de novembro de 2026, Edinho destacou que a prioridade do PT é a defesa da democracia e da legitimidade do processo eleitoral.
Sobre a discussão a respeito da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, Edinho afirmou que o debate sobre a dosimetria das penas não deve ser central no momento, ressaltando que a prioridade absoluta é preservar a democracia e as instituições. A legislação que trata da dosimetria entrou em vigor em maio de 2026, após o Congresso derrubar veto presidencial, porém sua aplicação está suspensa por decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Em relação à política econômica, o dirigente negou que haja no PT qualquer discussão sobre a criação de novos impostos ou tributos sobre grandes fortunas, ressaltando que essas pautas não foram parte da campanha eleitoral ou da agenda recente do partido. Contudo, defendeu a continuidade da reforma tributária que privilegia a renda, a redução de impostos sobre salários e pequenos negócios, e a revisão das desonerações fiscais concedidas a setores econômicos, com o objetivo de avaliar sua efetividade e interesse público.
Edinho Silva ainda comentou sobre a atuação da Polícia Federal e decisões do ministro Alexandre de Moraes no caso do senador Flávio Bolsonaro, observando que, do ponto de vista político, a retenção do passaporte do parlamentar logo após a eleição presidencial foi inoportuna, embora não tenha se manifestado sobre fundamentos jurídicos.
O dirigente manifestou apoio à reforma do Poder Judiciário aprovada pelo PT em seu 8º Congresso Nacional, mas reafirmou que o partido não sustentará medidas que fragilizem as instituições. Também defendeu a construção de alianças partidárias no Congresso para impedir o comando da Câmara e do Senado por grupos ligados à direita, mencionando candidaturas apoiadas pelo PT para esses cargos.
Por fim, Edinho reconheceu desafios na ampliação do diálogo político do PT, atribuindo parte das dificuldades a fatores externos como denúncias envolvendo o STF e relações diplomáticas. Defendeu a necessidade de fortalecer a organização partidária e ampliar respostas em temas como segurança pública e empreendedorismo para o próximo ciclo político.
Fonte: gazetadopovo.com.br









