Operação Regalo investiga corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em contratos públicos no litoral de Santa Catarina

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em operação contra fraudes em licitações e esquema de corrupção envolvendo contratos públicos em SC.
Prefeito de Balneário Piçarras preso em operação que investiga esquema de fraudes em licitações
Na terça-feira, 19 de fevereiro de 2026, a Polícia e o Ministério Público de Santa Catarina deflagraram a Operação Regalo, que resultou na prisão preventiva do prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB). A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e apura fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos públicos na região. As investigações indicam que o esquema tem impacto direto na administração pública desses municípios do litoral catarinense.
Mandados cumpridos revelam abrangência da investigação em Santa Catarina e Mato Grosso
Durante a Operação Regalo, as autoridades cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos distribuídos em dez cidades de Santa Catarina, além de uma cidade no Mato Grosso. Essa atuação ampla sinaliza a complexidade e ramificação do esquema investigado, envolvendo diferentes agentes políticos e empresários em uma rede estruturada para fraudar contratos públicos e desviar recursos públicos.
Indícios apontam pagamento de propinas e superfaturamento em obras públicas
O Ministério Público de Santa Catarina identificou indícios concretos de pagamento de propinas que totalizam aproximadamente R$ 489 mil, provenientes de contratos públicos relacionados a obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras. Conforme a investigação, os valores pagos como propina equivalem a cerca de 3% do valor total dos contratos, resultado de superfaturamento de obras executadas em diversos municípios do litoral norte do estado. Essa prática compromete a transparência e a eficiência dos recursos públicos destinados à infraestrutura local.
Estrutura do esquema envolve núcleos político-administrativos e empresariais organizados
As apurações indicam que o esquema criminoso possui uma estrutura organizada com dois núcleos principais: um empresarial, responsável pela execução e superfaturamento dos contratos; e outro político-administrativo, que facilitava a aprovação e liberação dos contratos mediante pagamento de propinas. Essa articulação permitia a perpetuação das fraudes, prejudicando a gestão pública e a população que depende dos serviços e obras financiados pelos recursos públicos.
Impactos para a gestão pública e próximos passos da investigação
A prisão do prefeito Tiago Baltt e a operação em andamento refletem a intensificação do combate à corrupção em Santa Catarina, especialmente contra organizações criminosas que atuam em licitações públicas. A investigação segue em segredo de Justiça para aprofundar os crimes e identificar todos os envolvidos, com o objetivo de responsabilizar os agentes e recuperar os recursos desviados. A transparência e a moralização da administração pública são essenciais para garantir o desenvolvimento sustentável e a confiança da população nas instituições.









