Ex-governador do Rio aparece em documento que revela esquema milionário na Operação Unha e Carne

Planilha apreendida pela PF cita ex-governador Cláudio Castro com suposta doação de R$ 3,2 milhões de bicheiro para campanha de 2022. Investigação mira lavagem de dinheiro e agentes públicos no RJ.
Esquema de corrupção exposto pela Polícia Federal
A nova fase da Operação Unha e Carne revelou uma conexão incômoda entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho. Uma planilha apreendida pela Polícia Federal, atribuída ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, registra uma suposta doação de R$ 3,2 milhões para a campanha de reeleição de Castro em 2022.
Investigação segue apurando vínculos e responsabilidades
Apesar da menção, Castro não é formalmente investigado nesta etapa. A PF continua analisando as anotações e deve realizar novas diligências para confirmar ou afastar responsabilidades. A defesa do ex-governador rejeitou categoricamente as acusações, qualificando como “mentirosa” qualquer ligação com repasses irregulares.
Prisões e medidas duras contra organização criminosa
Além da exposição do nome de Castro, a Operação destacou prisões importantes, como a do pastor e empresário Márcio Poncio, ligado à “Máfia do Cigarro”, e a manutenção da prisão de Adilsinho e do ex-deputado Rodrigo Bacellar. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou também o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 milhões, mostrando a dimensão financeira do esquema.
Contexto político e impacto para o governo do Rio
A investigação segue uma linha de apuração aprofundada conforme decisão do STF para vigiar a infiltração de organizações criminosas no poder público. O caso traz à tona a vulnerabilidade das forças políticas do Rio diante de esquemas que misturam crime e política, elevando o desgaste institucional e a pressão por transparência e punição.
PF avalia pagamentos suspeitos a agentes públicos
Os documentos de Adilsinho apontam para pagamentos suspeitos, inclusive “mesadas” a cerca de 20 agentes políticos. O esquema criminoso também opera no mercado ilegal de cigarros, gerando prejuízos bilionários ao estado. Defesas negam irregularidades, mas o avanço das investigações promete desdobramentos que podem abalar ainda mais o cenário político fluminense.








