Operação Compliance Zero investiga corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo Paulo Henrique Costa

Polícia Federal apreendeu 24 armas, incluindo fuzis, no apartamento de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, preso preventivamente por ordem do STF.
A Polícia Federal (PF) apreendeu 24 armas de fogo e milhares de munições de diversos calibres no apartamento de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), durante sua prisão preventiva em 16 de abril, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação faz parte da 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Entre as armas apreendidas estão fuzis das marcas Sig Sauer, Taurus e Rossi, pistolas Taurus, Glock, Colt, Chipmunk e Imbel, além de espingardas Boito e CBC. A PF também recolheu malotes lacrados contendo munições. Paulo Henrique Costa possuía registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), o que era conhecido pelas autoridades desde fases anteriores da investigação.
No momento da ação, realizada às 6h, além do ex-presidente estavam no imóvel sua esposa e duas filhas. Segundo o relato da PF, a entrada da equipe foi autorizada por Costa, dispensando o uso de força, e ele colaborou com os agentes. Foram apreendidos ainda o veículo Volkswagen T-Cross do investigado, além de dispositivos eletrônicos como celular, tablet e computadores.
Costa cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Ele é investigado por sua suposta participação em esquema que permitiu operações financeiras e aquisições pelo BRB sem lastro e em desacordo com normas de governança, favorecendo o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, também investigado.
As apurações indicam que Paulo Henrique Costa teria negociado R$ 146,5 milhões em vantagens indevidas, incluindo pagamentos em imóveis de luxo avaliados em aproximadamente R$ 74,6 milhões, por meio de empresas de fachada e fundos de investimento. O ministro André Mendonça autorizou o levantamento do sigilo das investigações, tornando públicos os detalhes do caso conhecido como Master.
Fonte: metropoles.com









