Crescimento do turismo em Foz impulsiona ocupação hoteleira, mas demanda planejamento e qualificação para sustentar alta

O Paraná atingiu 1 milhão de visitantes internacionais em 2025, com Foz do Iguaçu liderando em ocupação hoteleira. O crescimento exige mais qualificação e planejamento para evitar desgaste e manter o turismo sustentável.
O Paraná alcançou, em 2025, a marca simbólica de 1 milhão de visitantes internacionais, consolidando sua posição no cenário turístico nacional. O destaque fica para Foz do Iguaçu, que lidera o desempenho com uma taxa média de ocupação dos meios de hospedagem chegando a 71% em maio de 2026, segundo a Secretaria Municipal de Turismo. Esse crescimento não representa um pico isolado, mas sim uma fase de amadurecimento do turismo local, conforme avaliação de Ricardo Aly, diretor da Rede Nacional Inn de Hotéis.
Foz do Iguaçu: turismo em alta, desafios na retaguarda
A cidade tem conseguido atrair visitantes fora da alta temporada, o que fortalece o calendário turístico e evita a dependência de períodos específicos. A ampliação da conectividade aérea — com aumento de 23,6% na movimentação de passageiros no aeroporto local no primeiro quadrimestre — e a participação em eventos internacionais têm sido fundamentais para ampliar a visibilidade do destino e garantir o fluxo constante de turistas.
No entanto, o crescimento traz desafios concretos para a hotelaria. O perfil do turista atual exige mais do que uma simples hospedagem: localização, conforto, atendimento qualificado, mobilidade e informações acessíveis são demandas que impactam diretamente nos serviços oferecidos. Hotéis precisam planejar melhor suas operações, desde a escala das equipes até o preparo para atender turistas estrangeiros com eficiência.
Planejamento e qualificação para evitar desgaste
A rede hoteleira enfrenta o desafio de manter a qualidade mesmo em períodos mais movimentados, como o turismo de eventos — que já contabiliza 174 alvarás emitidos em 2026, com público previsto superior a 114 mil pessoas. Essa concentração de demanda em datas específicas exige capacidade de resposta rápida e organização estratégica, sob risco de desgaste da infraestrutura e insatisfação dos visitantes.
Ricardo Aly destaca que o fortalecimento do setor passa pela qualificação da mão de obra, com foco em atendimento personalizado e domínio de idiomas, além de processos internos ágeis. O objetivo é garantir que o aumento da demanda não se traduza em queda na qualidade, preservando a imagem do destino e o interesse dos turistas.
Foz do Iguaçu se firma, mas precisa avançar
A cidade combina atrativos naturais, infraestrutura estratégica e promoção agressiva para se manter entre os líderes do turismo brasileiro e ampliar sua presença internacional. Contudo, o sucesso exige continuidade na integração dos setores, investimentos em qualificação e aperfeiçoamento da experiência do turista para evitar o desgaste de um crescimento acelerado e manter a competitividade a longo prazo.
Fonte: bemparana.com.br









