Presidente do STF rejeita pedido de Moraes para julgar processos juntos, mantendo análise separada

Ministro Edson Fachin marcou para setembro de 2026 o julgamento sobre a conduta de André Mendonça no caso Master, negando pedido de Alexandre de Moraes para análise conjunta das investigações.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, definiu que o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça no caso Master ocorrerá em 23 de setembro de 2026, no Plenário da Corte. A decisão foi divulgada após Fachin indeferir o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que os processos PET 16.704 e PET 16.662 fossem julgados conjuntamente.
Alexandre de Moraes alegava que a separação dos julgamentos poderia prejudicar a compreensão global dos fatos, que envolvem mensagens trocadas entre ele e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Apesar do reconhecimento formal da conexão e continência entre os casos por Fachin, ele justificou a manutenção da análise separada para evitar tumulto processual e decisões contraditórias.
A PET 16.662, que contém relatório da Polícia Federal e destaca a proximidade entre Moraes e Vorcaro, permanecerá na pauta próxima da Corte. Já a PET 16.704, que apura condutas atribuídas a Mendonça durante a relatoria de investigações relacionadas, incluindo supostas irregularidades em negociações de colaboração premiada e direcionamento de medidas, será julgada na data marcada para 2026.
Com essa decisão, Fachin mantém a independência das análises, ressaltando o cuidado para que os processos não corram risco de interferência mútua, preservando a integridade das apurações no Supremo.









