Ação busca ampliar a identificação de condenados e elucidar crimes não resolvidos

A coleta em Foz do Iguaçu faz parte da ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos no Paraná.
Banco de perfis genéticos é ampliado no Paraná
A coleta de material genético em Foz do Iguaçu, realizada pela Polícia Científica do Paraná (PCIPR) na última sexta-feira (5), é um passo importante na ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Essa iniciativa visa a identificação de pessoas condenadas e a elucidação de crimes não resolvidos, refletindo o compromisso do estado com a segurança pública.
Objetivos e importância da coleta de DNA
A coleta de DNA é uma estratégia fundamental que permite a inclusão de perfis genéticos de pessoas condenadas por crimes dolosos, especialmente aqueles com violência ou contra a dignidade sexual. De acordo com Ananda Chalegre, diretora-geral da Polícia Penal do Paraná (PPPR), essa ação representa um avanço na gestão prisional e na luta contra a criminalidade. O processo é indolor, utilizando swabs para a coleta de saliva, respeitando a dignidade dos custodiados.
Tecnologias e métodos utilizados
O chefe da Unidade de Execução Técnico-Científica de Foz do Iguaçu, Raul Lessa, destaca que os perfis genéticos coletados são cruciais para futuros confrontos e para auxiliar na solução de crimes ainda não solucionados. A técnica de coleta, além de ser respeitosa, é eficiente, permitindo a inclusão de novos dados no BNPG, que já somam cerca de 2000 novos perfis desde o início do ano.
Impacto da coleta no sistema de justiça
Desde maio de 2024, o Brasil viu um aumento de 15% no número de perfis genéticos cadastrados, atingindo 193.395 registros. O Paraná sozinha responde por 8.426 perfis. Essa expansão é significativa, refletindo um crescimento de 82% em apenas um ano. O banco não só facilita a identificação de autores de crimes, mas também permite conexões entre casos distintos, contribuindo para a resolução de investigações paradas.
Casos emblemáticos e resultados
Um exemplo notável do impacto do BNPG é o caso de Rachel Genofre, cuja morte em 2008 em Curitiba foi solucionada em 2019 graças à coleta de DNA realizada em um presídio. O material coletado durante um mutirão coincidiu com vestígios do crime, levando à identificação e confissão do autor. Até maio de 2025, o sistema registrou 10.661 coincidências confirmadas, ajudando em 7.673 investigações em todo o país, com 519 delas provenientes do Paraná.
A ação contínua de coleta e atualização do Banco Nacional de Perfis Genéticos é uma ferramenta valiosa para a segurança pública, permitindo um combate mais eficaz à criminalidade e a proteção dos cidadãos.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: Governo do Paraná










