Hospital de Maringá registra software que agiliza diagnóstico e pode salvar vidas

Hospital Universitário de Maringá registra software pioneiro que identifica rapidamente pacientes com risco de sepse, potencializando tratamento imediato e reduzindo mortalidade.
O Hospital Universitário de Maringá (HUM), no Paraná, acaba de registrar um programa de computador revolucionário que promete mudar o combate à sepse, doença conhecida como “infecção generalizada” e que mata milhares anualmente. Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a tecnologia teve sua certificação concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 7 de julho, um marco no avanço da medicina local.
Sepse: Um inimigo silencioso e mortal
A sepse é uma resposta inflamatória descontrolada do organismo a uma infecção, que pode levar à falência múltipla de órgãos e morte rápida caso o tratamento não comece sem demora. Entre 2010 e 2020, o Paraná registrou 67.663 internações por sepse, com Curitiba respondendo por mais de 10 mil casos, e uma taxa de mortalidade alarmante de 1 em cada 14 pacientes. Esse cenário reforça a urgência de métodos eficazes para diagnóstico precoce e intervenção rápida.
Software que promete uniformizar e acelerar decisões médicas
A nova plataforma digital desenvolvida no HUM integra monitoramento, cálculo automático de escores clínicos e acesso ágil ao Protocolo de Sepse. Essa combinação visa padronizar o atendimento médico, acelerar as decisões clínicas e reduzir as complicações e custos do tratamento. Após validação, o sistema poderá ser implementado em hospitais, UTIs e prontos-socorros, ampliando a capacidade de resposta no país.
Avanço paranaense com impacto nacional
O registro dessa tecnologia no INPI destaca um passo estratégico do Paraná na inovação em saúde, colocando o estado como protagonista na luta contra uma das maiores causas de mortalidade hospitalar. Enquanto políticas públicas buscam aprimorar infraestrutura e capacitação, soluções tecnológicas como esta podem ser decisivas para salvar vidas e desafogar o sistema de saúde.
O desenvolvimento local reforça a importância da pesquisa aplicada e da integração entre universidades e hospitais públicos para respostas eficazes a desafios clínicos graves. A expectativa é de que outras regiões adotem esse software, ampliando o alcance e o impacto dessa inovação essencial.








