Com suporte da Secretaria de Estado da Saúde, mulher de São José dos Pinhais recebe dispositivo de assistência ventricular em cirurgia inédita

Secretaria de Saúde do Paraná viabiliza cirurgia inédita de coração artificial pelo SUS em paciente com insuficiência cardíaca grave.
Paraná realiza primeira cirurgia de coração artificial pelo SUS com apoio da Sesa
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) promoveu no dia 12 de maio de 2026 um marco para a saúde pública ao viabilizar o implante do coração artificial pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em uma paciente paranaense, Andressa Fátima Reinaldi Banach, de 38 anos, moradora de São José dos Pinhais. O procedimento ocorreu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e o retorno para acompanhamento foi realizado no Hospital do Rocio, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. O coração artificial pelo SUS representou a única alternativa terapêutica para a paciente, que sofria de insuficiência cardíaca severa e apresentava restrições para transplante tradicional.
Histórico clínico e desafios no tratamento de Andressa Fátima
Andressa apresentou insuficiência cardíaca com dilatação progressiva do ventrículo esquerdo, comprometendo a capacidade de bombear sangue. Com alto grau de sensibilização imunológica, resultado de gestações anteriores, ela possuía incompatibilidade com 99% dos doadores potenciais, inviabilizando o transplante tradicional. Após complicações na gestação do quinto filho em agosto de 2024, seu quadro evoluiu para debilidade severa, impossibilitando cuidados básicos com o recém-nascido. O encaminhamento para o Hospital do Rocio para avaliação especializada foi decisivo para identificar a necessidade do dispositivo HeartMate 3 como terapia avançada.
Tecnologia e preparo para o implante do HeartMate 3
O HeartMate 3 é um dispositivo de assistência ventricular esquerda de fluxo contínuo que substitui a função do ventrículo comprometido utilizando tecnologia de levitação magnética. Essa inovação proporciona menor atrito e reduz riscos de desgaste e trombose, possibilitando melhor qualidade de vida ao paciente. Para receber Andressa no pós-operatório, a equipe do Hospital do Rocio passou por capacitação intensiva, incluindo treinamento presencial em São Paulo com a equipe desenvolvedora do equipamento. Médicos e enfermeiros especializaram-se no manejo do dispositivo para garantir segurança e eficiência no acompanhamento.
Logística, custeio e acompanhamento contínuo assegurados pela Sesa
A Sesa coordenou articulações entre hospitais e viabilizou o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), incluindo transporte aéreo em UTI para retorno da paciente ao Paraná. O custeio do procedimento foi garantido pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), que permite hospitais filantrópicos investirem em serviços para a rede pública. A Secretaria permanecerá responsável pelo acompanhamento clínico e ambulatorial vitalício de Andressa, assegurando o acesso a tratamento de alta complexidade e tecnologia avançada pelo SUS.
Impacto social e perspectivas para a saúde pública no Paraná
Este caso representa uma revolução no atendimento a pacientes com insuficiência cardíaca avançada no estado e reforça o Paraná como referência em transplantes e tratamentos complexos pelo SUS. A cirurgia devolveu a Andressa a possibilidade de retomar a vida com autonomia, cuidar dos filhos e realizar atividades diárias. A capacitação da família para cuidados domiciliares é parte do protocolo, ampliando a segurança e qualidade do tratamento. A experiência bem-sucedida abre caminho para que o Hospital do Rocio seja centro de referência para implantes de dispositivos cardíacos artificiais no Paraná e região.
Perspectivas futuras e incorporação da terapia no sistema público
Além da viabilização pioneira, o implante do HeartMate 3 foi incorporado ao SUS em dezembro de 2024 após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A terapia é indicada para pacientes com insuficiência cardíaca terminal que não podem receber transplante convencional, ampliando as opções terapêuticas do sistema público. A iniciativa paranaense destaca o avanço da saúde pública brasileira na adoção de tecnologias inovadoras para tratamentos cardiológicos complexos, alinhando-se com as demandas crescentes da população.
Fonte: www.parana.pr.gov.br









