Secretaria da Saúde destaca avanços no monitoramento do estado nutricional e consumo alimentar no estado

Paraná amplia significativamente o rastreio nutricional via SUS, alcançando 39,16% da população-alvo, e ultrapassa meta global da OMS para aleitamento materno exclusivo com 57%. Dados subsidiam políticas públicas para saúde materno-infantil e combate à obesidade.
O Paraná registrou um avanço significativo no monitoramento do estado nutricional e do consumo alimentar da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na última década, conforme dados consolidados pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR). A cobertura da avaliação antropométrica – peso e altura – na Atenção Primária à Saúde (APS) saltou de 7,60% em 2012 para 39,16% em 2025, totalizando 4,13 milhões de pessoas avaliadas.
Além disso, o rastreio dos marcadores de consumo alimentar, iniciado em 2015, ampliou a cobertura para 4,74% da população em 2025, com mais de meio milhão de registros. Esses indicadores são fundamentais para desenhar políticas públicas baseadas em evidências, permitindo ao Estado um diagnóstico preciso e regionalizado da situação nutricional dos paranaenses.
Meta global de aleitamento materno ultrapassada
O Paraná superou a meta global de Aleitamento Materno Exclusivo (AME) estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que previa alcançar 50% de adesão até 2025. O Estado atingiu 57% de bebês exclusivamente amamentados até os seis meses, um índice que reflete o fortalecimento da rede materno-infantil.
Como consequência desse cuidado inicial, a desnutrição infantil na faixa de 6 a 24 meses caiu para 3,25%, a menor taxa desde o início das medições. A obesidade entre bebês menores de seis meses também reduziu de 6,06% em 2014 para 1,86% em 2025. A desnutrição entre gestantes passou de 17,53% em 2012 para 9,86%.
Desafios do excesso de peso e obesidade
Apesar dos avanços na primeira infância, o Estado enfrenta o aumento do excesso de peso entre crianças maiores, adolescentes e adultos. Na fase escolar, o excesso de peso afeta mais de 34% dos alunos. A obesidade entre adolescentes subiu de 8,12% em 2012 para 17,35% em 2025. Entre adultos acompanhados pela rede pública, 72,45% apresentam excesso de peso, com 38,31% classificados como obesos.
Entre gestantes, a obesidade dobrou na última década, alcançando 30,36%. Idosos também apresentam dupla vulnerabilidade nutricional, com mais de 55% com sobrepeso e mais de 10% com desnutrição.
Consumo de ultraprocessados preocupa
A análise do consumo alimentar revela um alto consumo de alimentos ultraprocessados em todas as faixas etárias, incluindo 80% das crianças a partir de dois anos, adolescentes e adultos. Bebidas adoçadas estão presentes na dieta de 63% das crianças pequenas e quase 70% dos adolescentes.
Esse padrão reforça a necessidade de políticas para promoção da alimentação adequada e saudável, com atenção especial à introdução alimentar na primeira infância, evitando hábitos que podem contribuir para obesidade e doenças crônicas.
Ações do Governo do Paraná
O Governo do Paraná intensifica a atuação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) com acompanhamento multiprofissional e promove capacitações para equipes de saúde em todos os municípios. Desde 2020, mais de 100 capacitações foram realizadas para qualificar o atendimento em obesidade, alimentação saudável e atividade física.
O Estado também vincula indicadores nutricionais a repasses financeiros, incentivando o aumento da cobertura e o cuidado continuado. Entre 2020 e 2026, foram realizadas mais de 96 mil atividades coletivas sobre alimentação e 538,6 mil atendimentos para desnutrição, além de 1,7 milhão de consultas para obesidade.
Esse conjunto de ações consolida a Atenção Primária como principal ponto de cuidado nutricional no SUS do Paraná, com foco na promoção da saúde e prevenção de doenças.
Fonte: parana.pr.gov.br










