O Governo de Mato Grosso do Sul destinou R$ 1,4 milhão, provenientes do Fundo Clima Pantanal, para fortalecer as ações de combate a incêndios e proteção da fauna silvestre no bioma. Os recursos serão direcionados a dois projetos distintos, desenvolvidos pela Associação Onçafari e pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), conforme publicação no Diário Oficial desta quinta-feira (23).
O primeiro projeto, liderado pela Onçafari, receberá R$ 900,4 mil para o desenvolvimento do programa “Eficiência no Manejo Integrado do Fogo: um Esforço Coletivo na Prevenção de Mega Incêndios em Áreas Remotas do Pantanal”. A iniciativa visa aprimorar a prevenção de incêndios em áreas estratégicas, como o Parque Estadual do Rio Negro e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), através de ações coordenadas e resposta rápida.
“O objetivo é melhorar a eficiência do manejo integrado do fogo, articulando brigadas, capacitações e estratégias de resposta rápida para evitar grandes queimadas que atingem regiões isoladas do Pantanal”, destaca o governo em comunicado. Do montante total, R$ 470,5 mil correspondem a recursos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com R$ 429,9 mil sendo a contrapartida da Onçafari.
Já a UCDB, por meio de um convênio de R$ 497,9 mil, desenvolverá uma metodologia integrada de monitoramento, resgate técnico e atendimento emergencial à fauna silvestre durante incêndios florestais e queimadas controladas. O projeto prevê a coleta e sistematização de dados cruciais para orientar políticas públicas e ações de manejo adaptativo, buscando mitigar os impactos sobre a rica biodiversidade do Pantanal.
Ambos os projetos, com vigência até 31 de dezembro de 2026, estão alinhados com a Lei Federal nº 13.019/2014 e a legislação estadual que regulamenta as parcerias com organizações da sociedade civil. Os recursos são provenientes da dotação orçamentária “Clima Pantanal”, criada para financiar projetos de preservação ambiental e recuperação de áreas degradadas no bioma, fortalecendo a Lei do Pantanal sancionada em 2023.










