Candidato do PSD vê estratégia para beneficiar adversário Douglas Ruas e evitar segundo turno

Eduardo Paes classificou como manobra a desistência de Anthony Garotinho do recurso contra o indeferimento da candidatura, que pode beneficiar Douglas Ruas no governo do Rio.
Eduardo Paes, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSD, classificou como uma manobra a desistência de Anthony Garotinho, do Republicanos, do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura. A declaração ocorreu em vídeo publicado nas redes sociais em 5 de outubro de 2026.
Paes afirmou que a decisão de Garotinho visa beneficiar o adversário Douglas Ruas, do PL, no segundo turno da eleição. Segundo o candidato do PSD, a desistência do recurso pode resultar na anulação dos votos de Garotinho, que alcançou 3,17% no primeiro turno, elevando Ruas de 49,27% para a maioria necessária para vencer já na primeira etapa.
“Hoje, um dia após a eleição, o país recebe a notícia de que o próprio Garotinho decidiu se declarar inelegível ao TSE, para os votos dele serem anulados e o Douglas Ruas ser declarado vencedor. Ou seja, impedir que o segundo turno aconteça”, destacou Paes.
O candidato também acusou o ex-governador de atuar como “candidato laranja” para tumultuar o processo eleitoral, uma denúncia que sua campanha já havia feito desde o início da disputa.
Paes cobrou uma posição de Douglas Ruas sobre o episódio, chamando o caso de “um jogo ensaiado” e pedindo esclarecimentos sobre eventuais negociações entre Ruas e Garotinho.
No primeiro turno, Douglas Ruas obteve 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes somou 42,76%. Caso o TSE homologue a desistência de recurso de Garotinho e anule seus votos, Ruas poderá ser declarado vencedor no primeiro turno, eliminando a realização do segundo turno marcado para 25 de outubro.
A situação permanece sob análise do Tribunal Superior Eleitoral, que decidirá sobre a homologação do pedido de desistência e os efeitos eleitorais decorrentes.
Fonte: metropoles.com









