Conflito no Centro de Atenção Psicossocial revela tensão e falta de controle em unidade pública

Paciente do CAPS em Curitiba denuncia agressão física durante atendimento psiquiátrico, levantando questionamentos sobre o ambiente e a gestão da saúde mental pública.
Uma paciente do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no bairro Portão, Curitiba, denunciou ter sido agredida por uma médica durante uma consulta, em episódio que expõe a tensão e a desordem em uma unidade pública destinada a cuidar da saúde mental. A mulher, transferida do CAPS do bairro Boqueirão, relatou que o conflito começou na recepção, quando uma médica residente teria exposto seus motivos pessoais para buscar atendimento, constrangendo-a diante de outras pessoas.
Segundo o depoimento à Ric RECORD Curitiba, a paciente pediu respeito e privacidade, mas a situação escalou para violência física. Ela relata que a médica oficial, superior à residente, teria causado agressões que resultaram no óculos quebrado e em puxões de cabelo. “Médica psiquiatra que deveria cuidar da saúde mental”, criticou a mulher, denunciando a contradição entre a função da profissional e a atitude tomada.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o afastamento da médica suspeita e a abertura de sindicância pela fundação estadual de saúde responsável pelo serviço. Além disso, uma Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) foi emitida para que a profissional receba acompanhamento adequado.
Crise e descaso na saúde mental pública
O episódio revela falhas graves na condução dos atendimentos em unidades essenciais para a população vulnerável. A falta de controle e o desgaste da equipe colocam em risco não apenas a integridade dos pacientes, mas também a credibilidade do sistema público de saúde mental em Curitiba.
Reações e próximos passos
Com a profissional afastada e investigação em andamento, cresce a pressão para que as autoridades aprimorem a gestão dos CAPS, garantindo respeito, segurança e qualidade no atendimento. A população exige transparência e respostas efetivas diante de um incidente que não pode ser tratado como caso isolado.
O caso serve como alerta para a necessidade urgente de revisão e reforço das políticas públicas voltadas à saúde mental, área que demanda sensibilidade e profissionalismo, especialmente em unidades de atendimento público.
Fonte: bandab.com.br








