PCPR desarticula esquema multimilionário com ramificações em vários estados e Paraguai

Operação conjunta entre PCPR e PCDF prende cinco suspeitos ligados a esquema clandestino de anabolizantes no Oeste do Paraná, com ramificações em quatro estados e Paraguai.
Esquema clandestino sob ataque policial
Uma operação coordenada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu cinco suspeitos em Foz do Iguaçu, apontados como integrantes de um esquema de fabricação irregular, falsificação e comercialização ilegal de anabolizantes, medicamentos e substâncias controladas adulteradas. A ação revela um mercado paralelo que desafia a segurança sanitária e a ordem pública.
Raio-X da operação e dos alvos
Cerca de 20 policiais civis da PCPR, junto a agentes da Guarda Civil Municipal e da PCDF, cumpriram mandados contra seis alvos em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu. Foram decretadas uma prisão preventiva e quatro temporárias, além de prisões preventivas de outros dois investigados no Paraguai, demonstrando a internacionalização do grupo criminoso.
Durante as diligências, duas prisões em flagrante por posse ilegal de armas e munições reforçaram a gravidade do ambiente em que o esquema operava. A polícia apreendeu veículos, aparelhos eletrônicos e uma quantia considerável em dinheiro, indicando o vulto do negócio ilícito.
Estrutura e alcance do crime
As investigações apontam para uma organização com núcleos distribuídos no Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Paraná. O grupo integrava todas as etapas do crime: da fabricação clandestina à falsificação e venda dos produtos adulterados.
Substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes eram manipulados para compor os anabolizantes e termogênicos comercializados ilegalmente, representando risco direto à saúde pública e à integridade dos consumidores.
Impacto financeiro e medidas duras
No total, foram expedidos 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão, com bloqueio de cerca de R$ 32 milhões em bens e valores ligados aos investigados. Veículos de luxo foram apreendidos, estabelecimentos fechados e perfis digitais usados para vendas derrubados, demonstrando a dimensão e sofisticação do grupo criminoso.
Repercussão e caminhos para denúncias
Os materiais apreendidos e os presos foram encaminhados para as autoridades competentes para os procedimentos legais. A PCPR reforça que denúncias relacionadas podem ser feitas anonimamente pelos telefones 197 e 181, enquanto casos de crimes em andamento devem ser reportados imediatamente pelo 190.
Esta operação expõe a complexidade do combate ao crime organizado na área da saúde pública e o compromisso das forças policiais em desmantelar redes que colocam em risco a população e o sistema legal.
Fonte: xvcuritiba.com.br








