Falha grave no USS Benfold expõe fragilidades logísticas e pressiona a 7ª Frota americana

USS Benfold ficou quatro dias sem energia no Mar do Sul da China, revelando problemas estruturais e gerenciais que afetam a frota dos EUA na Ásia.
Apagão de quatro dias no Mar do Sul da China expõe decadência das embarcações americanas
O USS Benfold, contratorpedeiro lança-mísseis da classe Arleigh Burke, protagonizou um incidente preocupante para a Marinha dos Estados Unidos ao sofrer uma falha de energia que durou quatro dias no estratégico Mar do Sul da China. A situação deixou mais de 300 marinheiros sem serviços básicos como cozinha, banheiros e ar-condicionado, além de afetar o abastecimento de água potável, escancarando vulnerabilidades logísticas da 7ª Frota americana.
Segundo comunicado oficial do comandante Matthew Comer, porta-voz da 7ª Frota, não houve feridos, mas o episódio obrigou o USS Benfold a contar com apoio do porta-aviões George Washington e do cruzador USS Robert Smalls para manter a tripulação minimamente assistida. Após o apagão, rebocadores conduziram o navio de 30 anos para a Baía de Subic, nas Filipinas, onde passou por reparos que só foram finalizados em 8 de agosto.
Repetidos episódios de desgaste e crises internas na frota dos EUA
Esse caso soma-se a uma série de problemas preocupantes que têm afetado navios americanos na região e no mundo. Recentemente, o porta-aviões USS Abraham Lincoln enfrenta uma crise de saúde mental entre sua tripulação após mais de nove meses no mar e 250 dias sem aportes, com relatos de exaustão, pensamentos suicidas e baixa moral. O secretário da Defesa dos EUA e o próprio presidente tentam minimizar essas denúncias, mas elas expõem um desgaste operacional e humano crescente.
Além disso, o USS Boxer enfrenta escassez de itens básicos, como produtos de higiene feminina, enquanto o potente, porém problemático, USS Gerald R. Ford sofreu um incêndio que durou mais de 30 horas e obrigou marinheiros a convivência em condições precárias. Em 2025, o Ford também teve problemas em seus sistemas de esgoto, um custo bilionário sem retorno em eficiência.
Impacto político e militar
Essas falhas consecutivas e a visibilidade dos problemas internos na Marinha dos EUA comprometem a imagem de uma das potências militares mais caras e tecnologicamente avançadas do mundo. Além do desgaste institucional, os incidentes são combustível para críticas sobre a gestão das forças armadas americanas e sua capacidade de manter presença efetiva em áreas geopolíticas sensíveis, como o Indo-Pacífico, onde a competição com a China é acirrada.
O revezamento de navios para missões estendidas, sem a devida manutenção e com tripulações vulneráveis, coloca em xeque a estratégia americana na região e expõe uma chamada urgente para revisão de políticas e investimentos na força naval dos EUA.








