Caso de violência em Araucária chama a atenção das autoridades

Mulher abusada por padrasto teme pela segurança da filha após tentativa de aliciamento. Caso ocorreu em Araucária.
Curitiba – Em um caso alarmante de violência doméstica, uma mulher abusada sexualmente pelo padrasto por 22 anos denunciou que o homem tentou aliciar uma de suas filhas. A vítima compartilhou sua história em entrevista à repórter Beatriz Frehner da Ric RECORD, descrevendo a tentativa de abuso que ocorreu quando a filha do casal sentou no colo do homem. “Ele tinha bebido, aí ela (filha do casal) sentou no colo dele, aí ele disse para ela, olhando para mim, ‘ela é muito parecida com você’, e passou a mão na boca dela. Aí eu percebi uma maldade nojenta dele”, relatou a mulher.
Abusos recorrentes e consequências
Os abusos, segundo a mulher, ocorreram na presença dos filhos, com as crianças sendo colocadas para dormir enquanto ela era forçada a ter relações sexuais. O delegado da Polícia Civil do Paraná, Eduardo Kruger, informou que os abusos começaram quando a vítima tinha sete anos, em Santa Catarina, e continuaram após a mudança para Araucária. Quando completou 14 anos, o padrasto a obrigou a se relacionar com outros homens, filmando as agressões. A jovem engravidou dele aos 15 anos, e o homem exigiu que se casasse ao completar 16 anos.
Denúncia e prisão do suspeito
A situação chegou ao conhecimento da Polícia Civil após uma denúncia anônima feita pela Central 181. A vítima conseguiu escapar de casa sob o pretexto de levar os filhos ao posto de saúde, dirigindo-se diretamente à delegacia. Durante seu depoimento, o marido fez diversas ligações e enviou mensagens ameaçadoras, o que levou à sua prisão em flagrante por perseguição e violência psicológica. A prisão foi convertida em preventiva pela Justiça, e a vítima recebeu medidas protetivas.
Futuro incerto e medidas necessárias
O delegado Kruger afirmou que o suspeito pode enfrentar uma pena que ultrapassa os 100 anos, considerando a gravidade dos crimes. A continuidade das investigações visa aprofundar a qualificação e quantificação das denúncias feitas pela vítima, com a possibilidade de indiciamento por estupro de vulnerável e estupro. Uma das filhas do suspeito manifestou que ele é “muito perigoso e não pode conviver em sociedade”.
A situação destaca a importância de denunciar casos de violência e a necessidade de suporte a vítimas de abusos. As autoridades seguem atentas aos desdobramentos do caso.










