Crime em família revela disputa financeira e traição; amante também preso

Em Bandeirantes, mulher e filha do idoso assassinado são presas por encomendar o crime por motivos financeiros, com participação de amante da esposa.
O assassinato do idoso José Teixeira da Silva, 77 anos, ocorrido na madrugada de sábado (22) em Bandeirantes, no Norte do Paraná, expõe uma trama familiar marcada por ganância e traição. A vítima foi morta com um tiro na cabeça dentro da própria residência, inicialmente investigado como latrocínio. Porém, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) revelou uma reviravolta: a esposa e a filha do idoso foram presas sob suspeita de terem encomendado o crime, motivadas por disputas financeiras. Um homem identificado como amante da mulher também foi detido e passa a ser peça-chave nas investigações.
Crime planejado por familiares
Segundo o delegado Michel Eymard, tanto a esposa quanto a filha confessaram envolvimento no assassinato, alegando que a motivação principal era financeira. A filha, com 25 anos, precisava liberar recursos para um tratamento de saúde, mas o pai teria negado o acesso ao dinheiro. O homem apontado como amante da esposa seria o autor dos disparos, embora haja divergência nos depoimentos sobre quem efetivamente matou o idoso.
Disputa financeira e versões conflitantes
A mulher afirmou que o amante efetuou o disparo, enquanto o homem alega que foi ela quem disparou. Essa contradição complica a linha de investigação. Na cena do crime, foram encontrados cerca de R$ 20 mil em dinheiro e celulares apreendidos para análise. O carro da vítima, um Jeep Renegade prata, foi abandonado próximo ao local, reforçando a tentativa inicial de simular um latrocínio.
Prisão e desdobramentos
Mãe, filha e amante foram presos em flagrante. A mulher e o homem devem responder por homicídio qualificado, enquanto a filha é acusada de omissão. A Polícia Científica realizou perícia no local para esclarecer a dinâmica e sequência dos fatos. O caso choca Bandeirantes, revelando que conflitos financeiros podem levar até mesmo a familiares a arquitetar crimes brutais contra seus próprios parentes.
Essa história expõe não só o desgaste das relações familiares, mas também a vulnerabilidade da segurança pública diante de crimes enraizados em disputas internas, com repercussões institucionais sobre a investigação policial e o sistema judicial local.
Fonte: bandab.com.br









