Senador paranaense privilegia menos municípios e deixa fora Paranaguá, polo estratégico do estado

Sergio Moro destina emendas para apenas 25,6% dos municípios do Paraná, deixando de lado cidades estratégicas como Paranaguá, gerando críticas e desgastes políticos.
Moro restringe recursos e ignora maioria das cidades paranaenses
Sergio Moro (PL), ex-juiz da Lava Jato e atual senador pelo Paraná, mostra um desempenho tímido na destinação de emendas parlamentares no estado entre 2024 e 2026. Dos 399 municípios paranaenses, apenas 102 receberam recursos diretamente do parlamentar, representando míseros 25,6% do total. O valor efetivamente pago nessas emendas soma R$ 160 milhões.
Competidores ampliam alcance e pressionam Moro
No mesmo período, senadores como Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB) distribuíram emendas para 343 e 260 cidades, correspondendo a 86% e 65,2% do território paranaense, respectivamente. Estes números ilustram o desgaste político de Moro, que enfrenta críticas pesadas de adversários que exploram essa aparente seletividade e concentração de recursos.
Paranaguá fica de fora apesar de sua importância estratégica
O caso mais emblemático é a ausência de investimentos em Paranaguá, lar do principal porto do estado e foco de projetos de ampliação e melhorias viárias, bandeiras defendidas publicamente por Moro. A contradição entre discurso e distribuição de recursos abre brechas para questionamentos sobre seu compromisso real com o desenvolvimento regional.
Emendas sob o olhar atento do eleitor e da oposição
Os dados, extraídos da plataforma SIGA Brasil — que considera apenas os pagamentos efetivos, excluindo empenhos e anúncios não concretizados — reforçam o cenário de insatisfação política. A estratégia de Moro poderá ser explorada por campanhas rivais na corrida ao Palácio Iguaçu, que apontam a concentração seletiva de recursos como um erro político grave e sintoma de uma gestão com foco limitado.
Aposta em seletividade que pode custar apoio político
Em um estado onde a capilaridade do investimento público é fundamental para garantir apoio amplo, a opção por contemplar menos de um quarto dos municípios pode deixar o senador vulnerável a críticas de falta de alcance e priorização política restrita. Resta saber se este cálculo político se provará eficaz diante das urnas em 2026.








