Milhares de pessoas tomaram as ruas de São Paulo neste domingo, 7 de setembro, em um ato vibrante organizado por sindicatos e movimentos sociais. A Praça da República se tornou palco de manifestações em defesa da soberania popular e de pautas cruciais para a classe trabalhadora.
Com bandeiras e faixas, os manifestantes levantaram suas vozes por demandas urgentes, como o fim da exaustiva escala 6×1 de trabalho, a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil e a implementação de uma taxação progressiva, que onere os mais ricos. A mobilização também expressou forte oposição a qualquer forma de anistia e a intervenções externas.
A manifestação reverberou críticas contundentes ao julgamento de Bolsonaro e seus aliados, envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também foi alvo de críticas, assim como as mobilizações da direita em prol da anistia. A atuação dos Estados Unidos no continente também foi duramente reprovada.
Gilmar Mauro, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), um dos organizadores do ato, discursou com veemência: “Nós enfrentamos governos de direita e nos mantivemos firmes; superamos uma pandemia e um governo neofascista, perseverando em nossos princípios; confrontamos um golpe militar e aqui estamos, na Praça da República, com altivez”.
O deputado estadual Antônio Donato, liderança do PT, enfatizou a importância da mobilização popular: “Estamos ocupando as ruas e as redes para combater o ataque à nossa soberania e defender a democracia. Um novo golpe está sendo tramado, que é a anistia. E a gente tem que mostrar nas ruas que o povo não quer anistia”.
Os ministros Luiz Marinho, do Trabalho, e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, marcaram presença no ato, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou os desfiles em Brasília. A presença dos ministros demonstra o apoio do governo às pautas defendidas pelos manifestantes.
Entre os participantes, destacava-se Malvina Joana de Lima, pedagoga aposentada e militante petista há 44 anos. Com 72 anos, Malvina declarou: “Lutamos e resistimos pela nossa pátria. O Brasil é nosso, e não cabe aos de fora, ao Trump, mandar aqui”. A manifestação reuniu militantes de diversos partidos de esquerda, unidos em defesa da soberania nacional e da justiça social.










