Empresa envolve funcionários terceirizados no atendimento do assistente pessoal de IA

Meta realiza testes com serviço de concierge humano para seu assistente de IA Muse, envolvendo terceirizados em chamadas telefônicas, gerando debates sobre privacidade.
A Meta, proprietária do Facebook e Instagram, iniciou testes com um serviço de “concierge humano” para seu assistente pessoal de inteligência artificial, o Muse. Esse serviço envolve funcionários terceirizados que participam discretamente na realização de algumas chamadas telefônicas feitas pelo agente digital, conforme documentos internos da empresa vistos pela Reuters.
O teste foi comunicado aos funcionários na semana passada, logo após a Meta lançar publicamente um recurso de chamadas telefônicas para o Muse. A participação de agentes humanos nas ligações gerou questionamentos internos sobre a privacidade, com receios de que informações sensíveis possam ser compartilhadas involuntariamente com terceiros que atuam em centrais de atendimento.
Em resposta, o porta-voz da Meta, Daniel Roberts, afirmou que a reação dos colaboradores tem sido “amplamente positiva” e que o objetivo da empresa é obter feedback para implementar salvaguardas de segurança e privacidade, além de aprimorar os recursos antes do lançamento público.
“Estamos trabalhando com comerciantes para continuar aprimorando esse potencial recurso de chamadas e só o lançaremos quando estiver pronto e com as devidas divulgações”, completou Roberts.
A iniciativa marca um novo passo na integração entre inteligência artificial e suporte humano, buscando equilibrar automação com atendimento personalizado, embora levante discussões importantes sobre proteção de dados e transparência no uso de tecnologias de IA.









