Empresas analisam atuação coordenada e não encontram violações nas redes sociais relacionadas ao canal

Meta, Google e X concluíram que o canal 'Exército do Lula', administrado por André Janones, não infringe as regras das plataformas, após pedido de análise do TSE.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) requisitou que as plataformas Meta, Google e X realizassem uma análise técnica sobre possíveis irregularidades no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). Este canal atingiu a marca de 10 milhões de membros recentemente e foi alvo de investigação após questionamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A Meta declarou que a atuação coordenada nas redes sociais é proibida apenas em casos vinculados a “atividades violentas ou criminosas”, não se aplicando à mobilização política lícita observada no canal. A análise técnica preliminar da empresa não encontrou violações às suas políticas, embora tenha solicitado um prazo adicional de cinco dias para avaliar a documentação completa do processo.
O X informou ao TSE que identificou atuação coordenada em 58 hashtags ligadas ao canal, totalizando 8,2 milhões de publicações. No entanto, destacou que a mobilização se deu predominantemente por contas autênticas de usuários brasileiros, o que está em conformidade com as regras da rede social e a legislação eleitoral vigente.
Já o Google reportou não ter encontrado indícios de tráfego automatizado ou uso de robôs, ressaltando que o aumento nas pesquisas relacionadas não configura manipulação irregular de conteúdo.
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que atendeu ao pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro para aprofundar a investigação, negou a possibilidade de suspensão do canal no WhatsApp e solicitou que as plataformas reforcem suas equipes para garantir o cumprimento das normas eleitorais durante o período final da eleição.
Em comunicado oficial, o Tribunal esclareceu que não determinou a retirada de nenhum canal do ar e ressaltou que os prazos para processos de propaganda eleitoral são curtos, sendo inadequadas interpretações precipitadas sobre as solicitações feitas às plataformas.
Esta avaliação demonstra a atuação do TSE em acompanhar o ambiente digital durante as eleições, buscando assegurar a conformidade das atividades políticas nas redes sociais, sem interferir na mobilização legítima dos eleitores.
Fonte: gazetadopovo.com.br










