Lula questiona ganhos das privatizações da BR Distribuidora e Eletrobras


Presidente critica impactos das vendas da Liquigás e Eletrobras e defende papel da Petrobras na transição energética

Lula questiona ganhos das privatizações da BR Distribuidora e Eletrobras
Cerimônia em Mato Grosso do Sul marca retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula critica privatizações da BR Distribuidora, Liquigás e Eletrobras, questionando benefícios para o Brasil e defendendo papel da Petrobras.

Lula questiona privatizações da BR Distribuidora, Liquigás e Eletrobras em evento no Mato Grosso do Sul

No dia 25 de março de 2026, durante a cerimônia que marcou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) no Mato Grosso do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar as privatizações da BR Distribuidora, Liquigás e Eletrobras. A privatização dessas empresas foi alvo de questionamentos do presidente sobre os supostos ganhos para o país, destacando o impacto nos preços dos combustíveis e no acesso da população aos serviços energéticos. Lula ressaltou ainda a importância da Petrobras na transição energética e no papel regulador dos preços de derivados.

Impactos econômicos das privatizações no mercado de combustíveis e energia

A análise da política de privatizações das empresas públicas brasileiras evidencia um debate sobre os efeitos econômicos para a sociedade. A BR Distribuidora, empresa anteriormente responsável pela distribuição de combustíveis, foi vendida e renomeada Vibra, enquanto a Liquigás, foco na distribuição do gás de cozinha, teve sua privatização questionada pelo aumento significativo do preço final para os consumidores, saltando de valores inferiores a R$ 40 para mais de R$ 160. O presidente Lula apontou essas discrepâncias como exemplos da perda de controle estatal e dos impactos negativos para a população mais humilde.

Restrições contratuais e discussões sobre o futuro da Petrobras no setor de distribuição

A legislação vigente inclui cláusulas contratuais que impedem a Petrobras de competir com a Vibra Distribuidora até 2029, conforme os termos da privatização. Apesar das críticas à privatização, o governo atual afirma respeitar esses contratos. No entanto, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, indicou em março de 2026 que o governo avalia preliminarmente a possibilidade de reinserção da Petrobras no setor de distribuição de combustíveis, o que poderia representar uma mudança significativa na política energética nacional.

Questionamentos sobre a privatização da Eletrobras e seus efeitos na qualidade do serviço

A Eletrobras, atualmente denominada Axia Energia após a privatização, foi outro foco das críticas do presidente Lula. Ele questionou a melhoria da qualidade da energia fornecida ao povo brasileiro após a venda da companhia, classificando como venda pública a preço de bananas a alienação de ativos estratégicos. O debate sobre os benefícios da privatização de empresas estatais de energia elétrica envolve aspectos relacionados à eficiência, regulação e capacidade de investimento, especialmente diante dos desafios da transição para fontes mais limpas e sustentáveis.

A importância estratégica da Petrobras na transição energética e o Novo PAC

Lula reforçou que a Petrobras não é apenas uma empresa petrolífera, mas possui um papel fundamental na transição energética do Brasil, especialmente no contexto das mudanças globais em busca de fontes renováveis. A retomada das obras da UFN-III, parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, demonstra a aposta do governo na indústria nacional para fortalecer a produção de fertilizantes e garantir maior autonomia em setores estratégicos da economia.

A análise dos pronunciamentos do presidente evidencia uma visão crítica sobre os processos de privatizações conduzidos nas últimas décadas e uma perspectiva de fortalecimento da presença estatal em setores essenciais para a economia e o bem-estar social.


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