Disputa eleitoral registrou despesas superiores a R$ 220 milhões entre os dois finalistas

Na eleição presidencial de 2022, Lula e Bolsonaro apresentaram gastos de campanha que somaram aproximadamente R$ 220 milhões, com Lula gastando cerca de 47% a mais.
A disputa presidencial de 2022 no Brasil envolveu não apenas votos, mas também cifras expressivas de gastos de campanha entre os principais candidatos. De acordo com as prestações de contas eleitorais, a chapa Lula e Geraldo Alckmin declarou despesas totais de R$ 131,3 milhões entre o primeiro e o segundo turno. Já a aliança formada por Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto registrou gastos na ordem de R$ 89,1 milhões.
Essa diferença representa cerca de R$ 42,2 milhões a mais investidos pela campanha de Lula, o que equivale a um gasto aproximadamente 47% superior ao de Bolsonaro. Ambos os candidatos estavam submetidos ao mesmo teto de gastos eleitorais, que era de R$ 88,9 milhões no primeiro turno e aumentava em 50% no segundo, chegando a cerca de R$ 133,4 milhões.
Lula encerrou a campanha muito próximo desse limite, enquanto Bolsonaro utilizou aproximadamente dois terços do teto permitido. A arrecadação da chapa Lula-Alckmin totalizou R$ 135,5 milhões, dos quais cerca de 92,84% foram provenientes de fundos públicos de financiamento eleitoral, correspondendo a cerca de R$ 125,8 milhões. Por sua vez, a campanha Bolsonaro-Braga Netto declarou receitas de cerca de R$ 126,1 milhões.
Os gastos de campanha incluíram despesas com publicidade, produção audiovisual, impulsionamento digital, contratação de equipes, viagens, eventos, serviços jurídicos e contabilidade, refletindo a complexidade e o custo da estrutura nacional necessária para uma disputa presidencial.
Somados, os dois finalistas gastaram aproximadamente R$ 220,4 milhões na eleição de 2022. Após o pleito, as prestações de contas foram submetidas à análise da Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) examinou cerca de 11 mil documentos relacionados à chapa vencedora, aprovando as contas de Lula e Alckmin por unanimidade. Na campanha de Bolsonaro, a análise técnica cobriu mais de 97% das receitas e despesas apresentadas.
Esses dados indicam a importância dos recursos públicos e privados na sustentação das campanhas presidenciais brasileiras e o rigor do processo de prestação de contas da Justiça Eleitoral.









