Lula discute Venezuela e presença militar dos EUA na Celac


Encontro na Colômbia abordará crises e pressões externas

Lula discute Venezuela e presença militar dos EUA na Celac
Lula em Belém. Foto: Governo Federal

Presidente Lula discute a situação da Venezuela e a presença militar dos EUA na América Latina durante reunião da Celac na Colômbia.

Em 4 de novembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que a reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com a União Europeia, que acontecerá nos dias 9 e 10 em Santa Marta, Colômbia, abordará a situação da Venezuela e a crescente presença militar dos Estados Unidos na América Latina. Lula afirmou que a reunião é relevante apenas se incluir discussões sobre os navios de guerra dos EUA.

Contexto da Reunião

O presidente Lula, durante uma entrevista em Belém antes da COP30, ressaltou a importância de discutir a questão dos navios de guerra dos EUA, que têm sido uma preocupação crescente na região. A cúpula, que deverá tratar de temas como transição energética e cooperação comercial, não tinha originalmente a crise Venezuela-EUA em sua pauta, mas a pressão militar dos Estados Unidos tornou o assunto urgente.

Pressões dos EUA

Recentemente, o presidente colombiano Gustavo Petro denunciou “fortes pressões” dos Estados Unidos para reduzir a participação de países do Caribe na cúpula. Ele destacou que os EUA têm pressionado o governo colombiano e outros países da região, o que resulta em tensões diplomáticas. Petro também criticou as sanções impostas pelos EUA a ele e a sua administração, acusando Washington de interferir nos assuntos internos da Colômbia.

Consequências da Presença Militar

A presença militar dos EUA na América Latina, que envolve o envio de navios e caças, é vista como uma tentativa de pressionar Nicolás Maduro a deixar o poder. Essa estratégia é contestada por especialistas e gera resistência entre os países latino-americanos, que buscam manter a região como um espaço de paz.

A reunião da Celac poderá ser um momento decisivo para traçar um caminho sobre como a América Latina lidará com as pressões externas e a situação da Venezuela.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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