Após derrota no STF, petista busca estabilidade política com presidente do Senado

Após rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, Lula e Alcolumbre retomam diálogo para destravar pautas estratégicas no Senado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deram um passo decisivo para conter a crise política após a derrota humilhante do governo na indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Segundo o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), o diálogo foi retomado com um encontro de cerca de duas horas no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (12).
Ruptura e reaproximação no topo do Congresso
A desavença entre Lula e Alcolumbre explodiu publicamente com a derrota da indicação de Messias, nome escolhido pelo PT que não teve o apoio do presidente do Senado, que defendia outro candidato. Este episódio ameaçou paralisar pautas estratégicas do governo no Congresso. A reaproximação aconteceu após articulações discretas, incluindo um jantar entre Lula e Alcolumbre intermediado por ministros do STF.
Pautas-chave na agenda do Executivo
No encontro desta quarta, foram discutidos projetos cruciais para o governo, como o PLP 114, que unifica temas sensíveis como combustíveis, saúde, defesa e minerais críticos em um só texto robusto. Também estiveram em pauta as Propostas de Emenda à Constituição da Segurança Pública e do fim da escala 6×1, além de seis medidas provisórias com impacto direto na economia.
Política de bastidores e cálculos eleitorais
Apesar do gesto de aproximação, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, frisou que ainda não há uma data definida para a votação dos projetos, ressaltando os trâmites internos e as negociações com líderes de bancada. Guimarães confirmou o compromisso de Alcolumbre com a reeleição de Lula e a aliança no Amapá, embora o presidente do Senado tenha outro compromisso e provavelmente não participe do lançamento da campanha de Lula em São Bernardo do Campo.
O casamento político entre Lula e Alcolumbre é uma tentativa clara do PT de evitar desgaste institucional e garantir governabilidade em um Senado historicamente dividido e imprevisível. A costura desse acordo revela a fragilidade da base aliada e a necessidade de concessões para manter o ritmo da agenda do Executivo antes do ano eleitoral.








