Coligação de Lula denuncia oito falsas acusações de Flávio em sabatina do Jornal Nacional

Coligação de Lula exige direito de resposta no TSE após Flávio Bolsonaro propagar desinformações em sabatina no Jornal Nacional.
Lula usa Justiça Eleitoral para combater desinformação de Flávio Bolsonaro
A estratégia da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter ataques infundados ganhou um capítulo judicial. A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada por PT, PDT, PSB, PCdoB, PV e PSol, ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de direito de resposta contra Flávio Bolsonaro. A acusação é direta: o senador do PL espalhou mentiras durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 28 de agosto.
Oito pontos contestados com críticas afiadas
O documento protocolado no domingo (30) questiona oito declarações de Flávio que, segundo a coligação, deturpam fatos relevantes do governo Lula e do processo eleitoral. Entre eles, a segurança das urnas eletrônicas — que o senador diz nunca ter questionado, apesar de várias declarações públicas em contrário — e a alegação de que o Pix teria sido criado no governo Bolsonaro e sua gratuidade seria uma exigência do ex-presidente.
Também é contestada a defesa que Flávio faz de Adriano da Nóbrega, acusado de graves crimes e homenageado quando Flávio era deputado estadual, além da tentativa de negar a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, já reconhecida e punida pelo Supremo Tribunal Federal.
Outros pontos polêmicos envolvem acusações falsas sobre tarifas impostas pelos EUA, a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta perda do poder de compra do salário mínimo, contestada pela coligação com dados oficiais do governo.
Pressão para retratação pública na maior emissora do país
A ação pede que a TV Globo e Flávio Bolsonaro deem ampla publicidade às respostas esclarecedoras da coligação, ressaltando que o Jornal Nacional é um programa de grande audiência e influência decisiva para o eleitorado às vésperas da eleição. O pedido segue os prazos da Lei das Eleições, obrigando Flávio a apresentar defesa em 24 horas e a Justiça Eleitoral a decidir em até 72 horas.
O episódio expõe o desgaste da narrativa bolsonarista diante do crescimento de Lula nas pesquisas e reforça o uso da Justiça para cortar as tentativas de desinformação no cenário político brasileiro. Enquanto isso, a campanha do ex-presidente segue pressionando para manter o foco nos fatos, combatendo o que classifica como um arsenal de mentiras que visam desestabilizar a confiança no processo eleitoral e no governo federal.









