Historiador analisa desafios no processo em Israel

A libertação de reféns israelenses pelo Hamas, prevista após o cessar-fogo de 10 de outubro, enfrenta desafios logísticos complexos, segundo historiador.
Após o cessar-fogo entrar em vigor em Gaza na sexta-feira (10), a expectativa se volta para a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas. O governo de Israel ratificou um acordo com o grupo terrorista, que inclui a devolução dos reféns, mas o processo é considerado delicado e envolve uma logística complexa, como explicou o historiador João Miragaya.
Desafios do processo
Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel-Aviv, destaca que as famílias dos reféns comemoraram o acordo, mas a apreensão permanece até que todos estejam de volta a Israel. Ele aponta que a situação na Faixa de Gaza, devastada por ataques recentes, torna a logística da libertação ainda mais complicada. “Não vão voltar todos os 48 [reféns] agora”, alerta.
Números de reféns
Atualmente, 48 reféns permanecem sob poder do Hamas, dos quais apenas 20 estão vivos, de acordo com estimativas de Israel. O grupo terrorista, por sua vez, solicita mais tempo para localizar os corpos das vítimas que morreram durante o cativeiro. Um acordo de paz proposto pelos Estados Unidos prevê que o Hamas tenha até 72 horas para libertar os reféns, vivos ou mortos.
Expectativas e trocas
Em troca da libertação dos reféns, Israel pode liberar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo aqueles condenados à prisão perpétua. Entretanto, as condições impostas no acordo, como a devolução dos corpos de reféns mortos, representam um grande desafio, especialmente porque o Hamas alegou não saber onde estão alguns dos corpos. A Turquia anunciou a formação de uma força-tarefa para ajudar na busca por esses corpos em diferentes localidades da Faixa de Gaza.
No total, estima-se que 28 dos 48 reféns ainda sob poder do Hamas já tenham morrido, e a imprensa israelense menciona entre seis a sete corpos como desaparecidos. O desenrolar desta situação será crucial para o avanço do acordo e a resolução do impasse.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










